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CAPÍTULO 15 - TEORIA DAS RESTRIÇÕES EM REDE DE OPERAÇÕES



Por que teoria das restrições


Alguns pesquisadores que trabalhavam em Israel, nos anos 60, construíram uma lógica alternativa àquela vigente, de encarar a gestão de operações, principalmente no que se refere à gestão de capacidade produtiva e de fluxos processados por esta capacidade. A evolução dessas idéias levou a criaçãoda chamada “Teoria das restrições”, que é o conceito de OPT (Optimized Production Technology), uma técnica de gestão de produção e operações, onde a tradução seria Tecnologia de produção otimizada, porém não é uma técnica otimizante, pois sua aplicação não garante solução ótima, já que se trata de uma série de procedimentos heurísticos (procedimentos de bom-senso sistematizados).


Objetivos1. Aumentando o ganho que advém de materiais, que passam através da fábrica e são vendidos (throughput):
É a taxa segundo a qual o sistema gera ganho de dinheiro através da venda de seus produtos.Obs.: fluxo de produtos feito, mas não vendido é estoque.
2. Reduzindo os estoques (inventory): quantificado pelo dinheiro que a empresa empregou nos bens que pretende vender. Refere-seao valor apenas das matérias-primas envolvidas.
3. Reduzindo as chamadas despesas operacionais (operating expenses): o dinheiro que o sistema gasta para transformar estoque em ganho.




Ferramental analítico para uso de teoria das restrições em operações
Os nove princípios da Teoria das restrições em operações


Basicamente, o OPT considera que há quatro áreas – Tipos derecurso, preparação de máquina, tamanho de lotes e os efeitos das incertezas, que mereceriam ser repensadas:


Tipos de Recursos: Para programar as atividades adequadamente, no sentido de permitir o atingimento dos objetivos mencionados, é necessário entender muito bem o inter-relacionamento dos dois tipos de recursos que estão normalmente presentes em todas as fábricas: os recursosrestritivos de capacidade (recursos gargalos) e os recursos não restritivos (recursos não-gargalos). Os recursos podem aqui ser entendidos como qualquer elemento necessário à produção de um produto, como pessoas, equipamentos, dispositivos, instrumentos etc.
Recurso gargalo – demanda é exatamente igual à disponibilidade desse recurso
Recurso não-gargalo – demanda inferior a disponibilidade dorecurso, tendo tempo ocioso.
É preciso entender qual o relacionamento entre os recursos. Por exemplo: considere um recurso gargalo X e um recurso não gargalo Y, eles podem ser dependentes, ou seja, a produção flui de um para o outro, ou, não alimentam um ao outro nem uma montagem comum, mas demandas de mercado independentes. VER FIGURA 15.3 pg 463


Princípio 1: Balanceie o fluxo e nãoa capacidade.
Tradicionalmente, a abordagem era de balancear a capacidade das várias etapas de um processo produtivo e, então, tentar estabelecer um fluxo de materiais suave, se possível contínuo. OPT advoga ser impossível numa maioria de situações devido a diferentes mix de produtos que fatalmente resultarão em desbalanceamentos. O que se deveria buscar é um melhor balanceamento do fluxo deprodução na fábrica, garantindo que, em cada etapa de um processo produtivo, o fluxo que atravessa o sistema seja balanceado (igual). Essa é uma forma de impedir que surjam os indesejáveis estoques, que surgem quando uma etapa supera o fluxo da etapa seguinte.


Princípio 2: A utilização de um recursos não-gargalo não é determinada por sua disponibilidade, mas por alguma outra restrição dosistema (por exemplo, um gargalo).
A utilização do recurso não-gargalo não deve ser definida por sua própria disponibilidade, mas deve ser determinada pela sua capacidade de processamento de alguma restrição do sistema. Pois, se o gestor procurar manter o recurso não gargalo 100% ativado, criaria estoques sem que o ganho se ampliasse.
Princípio 3: Utilização e ativação de um recurso...
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