Caso Nissan

Páginas: 8 (1937 palavras) Publicado: 24 de novembro de 2013
DO S S I Ê

A renovação
constante da
Nissan
Primeiro foi a revitalização, em 1999; depois, um ambicioso
plano de metas, entre 2001 e 2005. A partir de então, será
o plano de aumento do valor. A transformação da montadora
de automóveis japonesa parece não ter fim

F

undada em 1933, durante anos a Nissan –contração das palavras “Nihon” e “Sangyo”,
que significa “indústria japonesa”–honrou seu nome ao atuar como um dos maiores
expoentes da atividade industrial do Japão. Até o início da década de 1980, ocupou o
segundo lugar (atrás apenas da Toyota) na fabricação e exportação de automóveis.
No entanto, no início dos anos 90, a empresa começou a revelar sinais preocupantes: dívida
superior a US$ 20 bilhões, subutilização das instalações –fábricas que operavam com apenas
53%da capacidade– e margens de lucro reduzidas, perdendo, por exemplo, US$ 1 mil em
cada veículo vendido nos Estados Unidos. Como não dispunha de recursos para prosseguir
suas operações, começou a procurar um sócio que entrasse com capital.
SINOPSE
De acordo com o que se noticiou na
época, tanto a alemã Daimler como a
Uma dívida superior a US$ 20 bilhões e fábricas que operavam comnorte-americana Ford recusaram o convite
pouco mais de 50% da capacidade. A Nissan do início da década de
depois de uma rápida análise da situação
1990 precisava urgentemente de um sócio estratégico e de um novo
financeira da empresa. A francesa Renault,
rumo. De acordo com o que se noticiou na época, tanto a alemã
por sua vez, decidiu apostar na aliança e,
Daimler como a norte-americana Ford recusaramo convite
em março de 1999, firmou o compromisso
depois de analisá-la.
por meio de um aporte equivalente a US$
5,4 bilhões, em troca de 36,8% das ações
Para suprir a primeira necessidade, a Nissan contou com o auxílio da
da Nissan.
montadora francesa Renault, que, em 1999, injetou-lhe US$ 5,4 bilhões
em troca de 36,8% das ações. E, para o segundo desafio, apostou na
O objetivo do acordo erachegar a um
participação decisiva de Carlos Ghosn, o executivo brasileiro que
crescimento rentável e equilibrado das duas
comandou a reinvenção da companhia.
companhias envolvidas pela criação de um
poderoso grupo binacional. A Renault e a
Este artigo, que reúne os highlights do livro O Cidadão do Mundo, de
Nissan manteriam suas identidades indiviGhosn (ed. A Girafa), detalha os trêsprincipais programas. O plano de
duais e a nova empresa funcionaria para
revitalização foi o pioneiro: incluiu a redução dos custos associados a
combinar os pontos fortes de ambas.
compras, o foco no negócio central, a demissão de 21 mil funcionários,
Em seguida, três executivos da Renault
o lançamento de 22 modelos de automóveis novos e o compromisso
foram incorporados à direção da empresa
dealcançar certos objetivos até 2002. Os planos “Nissan 180” e “Valuejaponesa: Patrick Pelata assumiu o posto
Up”, que vieram depois, também estabeleceram metas ambiciosas.
HSM Management 46 setembro-outubro 2004

DO S S I Ê
de diretor de desenvolvimento e de estratégia de produtos; Thierry Moulonguet ficou incumbido das finanças; e o brasileiro Carlos Ghosn aceitou o cargo de diretor deoperações,
mas só depois que suas condições foram aceitas –ele queria escolher 30 executivos para
acompanhá-lo em sua gestão e exigia liberdade para tomar decisões sem a aprovação direta
da fábrica francesa.
Em sua primeira reunião com os acionistas, Ghosn disse: “Não vim para o Japão por causa da Renault, mas sim por causa da Nissan. E farei tudo o que estiver a meu alcance para
recuperar arentabilidade da empresa o mais rápido possível”.

O plano de revitalização: NRP

A primeira medida tomada pelo executivo brasileiro foi a formação de equipes transfuncionais. Compostas por gerentes de linha com idade entre 30 e 40 anos oriundos de departamentos, setores e países diferentes, os grupos tinham por objetivo identificar problemas
e apresentar soluções.
Em menos de três meses as...
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