Caso 09 reyfar

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Caso

09

Ferramentas Reyfar

O início da empresa Marcos Rey e Antonio Farias, dois ex-colegas de faculdade nos anos 60, fundaram uma pequena empresa em 1977, Ferramentas Reyfar, que fabricava pequenas ferramentas para jardinagem, como garfos e pás de jardineiro. Marcos e Antonio começaram as atividades trabalhando em uma pequena oficina, localizada nos arredores de Atibaia, interiorpaulista. Quando a empresa começou (e fazia principalmente apenas dois produtos, garfos e pás de jardineiro), era razoavelmente fácil para os sócios calcular quanto de cada produto deveria ser feito e quando os produtos deveriam ser feitos. As vendas ficavam normalmente a cargo de Marcos Rey, que, de posse de amostras, visitava pequenas lojas de ferragens e de jardinagem pelo interior paulista, vendendoos p rodutos da Reyfar. Quando conseguia uma venda, ele e seu sócio calculavam quanto material era necessário e então, compravam material e faziam a quantidade necessária de produtos para aquele pedido específico. Quando ocorria de entrarem muitos pedidos ao mesmo tempo, Antonio tendia a se concentrar nos problemas de fabricação enquanto Marcos ficava responsável pelo contacto com os clientes,compra de materiais e componentes e procurava garantir que estes fossem entregues nos prazos. Marcos Rey comprava madeira para os cabos das ferramentas de uma serraria local, Madepar, que garantia bons preços, desde que as compras fossem feitas em quantidades razoáveis. Por isso, Marcos tendia a colocar um pedido com a serraria a cada três meses e, portanto, manter alguma quantidade de madeiraestocada nos fundos da oficina. Ele comprava os elementos de fixação (normalmente pregos e rebites) quando notava que as gavetas onde eram guardados estavam se esvaziando. Isto também tendia a ocorrer em intervalos de 2 a 4 meses, dependendo do consumo. As lâminas usadas nas ferramentas eram forjados que a Reyfar comprava de uma forjaria de porte médio em Campinas. Era proibitivamente caro comprar osforjados quando necessários, então Marcos procurava prever aproximadamente quantas lâminas de cada tipo seriam necessárias para os próximos meses e colocava um só pedido, maior, para que as lâminas pudessem ser forjadas de uma batelada só, de forma a obter descontos por quantidade. Isto era sempre feito, deve ser dito, de forma aproximada e até certo ponto inexata, porque as pequenas lojas para asquais a Reyfar vendia normalmente não costumavam se comprometer quanto às suas demandas futuras; Marcos procurava obter deles uma "melhor estimativa" dos pedidos futuros e então passava a "torcer" p ara que os pedidos efetivamente entrassem quando previsto. Ocasionalmente os sócios tinham problemas quando acontecia de os estoques da empresa serem consumidos repentinamente por um pedido maiorinesperado; em geral, entretanto, eles conseguiam manter uma quantidade razoavelmente segura de estoques de todos os itens. Desde a fundação da empresa, ela cresceu rapidamente em volumes produzidos e também expandiu consideravelmente sua linha de produtos, passando a produzir também ferramentas para construção civ il e para casa, explorando o crescimento do mercado dos adeptos do "DIY" ("Do ItYourself", ou "Faça você mesmo"), e também ferramentas de porte maior como enxadas, pás e picaretas. Por
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Ferramentas Reyfar

volta de 1992, a Reyfar já estava faturando em torno do equivalente a 1 milhão de dólares anuais e empregando 28 pessoas, 18 delas sendo mão-de-obra direta. Os papéis dos outros 10 funcionários está mostrado na Figura 1.

M. Rey e A. FariasGerentes gerais

G. Batista Diretor financeiro

P. Chinobo Gerente de produção

E. Barros Diretor marketing e vendas

M. Rey Contadora

H. Patel Planej. prod F. Lima Sup. fábrica

A. Costa Gerente vendas P. André Vendedor

Figura 1 - Organograma da Reyfar A Reyfar, a esta altura, já havia se mudado para um novo local, um galpão industrial, ainda no interior paulista (entre Campinas e...
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