Cancer de vulva

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  • Publicado : 7 de março de 2013
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1. INTRODUÇÃO


O câncer da vulva é relativamente raro, representa cerca de 5% de todos os cânceres ginecológicos e menos de 1% de todos os novos cânceres nas mulheres. As mulheres brancas são mais afetadas do que as de outras raças.
A forma invasora da doença costuma ocorrer em mulheres após a menopausa, com idade acima de 50 anos, sendo que 50% se apresentam com 70 anos ou mais nomomento do diagnóstico. Entretanto, essa neoplasia pode acometer pacientes mais jovens, sendo descritas séries com 12% a 15% dos casos antes dos 45 anos. A disseminação da neoplasia invasora pode ocorrer nos tecidos adjacentes ao tumor primário, por embolização para linfonodos regionais, usualmente inguinais superficiais e profundos e eventualmente pélvicos; e mais raramente pela via hematológica,atingindo pulmões, fígado e ossos.
O fator prognóstico mais importante é o acometimento dos linfonodos regionais. A sobrevida pode chegar a 90% quando os linfonodos são negativos, independente do estádio inicial, sofrendo redução para 25% a 60% quando estes linfonodos são positivos.
O pudor, principalmente nas classes sociais menos favorecidas, pode retardar a procura do médico pelapaciente. Em alguns casos, pode ocorrer também falha na avaliação, quando o tumor está em sua fase incipiente. Nos países em desenvolvimento, o diagnóstico freqüentemente é feito em estádios mais avançados, chegando a 84% dos casos nos estádios III e IV. Nos países desenvolvidos o diagnóstico nos estádios III e IV oscila entre 18,5 e 49% e, no Brasil, a descoberta de casos nos estádios III e IVocorre em 36% a 57% das pacientes.

2. FISIOPATOLOGIA
A VIN é um diagnóstico histológico, por isso obriga sempre à realização de biópsia. Inicialmente, as lesões de VIN, por analogia à neoplasia intraepitelial do colo do útero, foram divididas em três graus: VIN I, quando as atipias celulares se limitavam ao terço inferior do epitélio; VIN II, quando as atipias celulares estavam confinadas aosdois terços inferiores do epitélio, e VIN III, quando as atipias celulares envolviam todo o epitélio1.
O reconhecimento de que na vulva não existe zona de transformação como no colo do útero, da raridade e fraca reprodutibilidade do VIN II e de que as lesões de VIN I, em geral, correspondiam a reações inflamatórias do epitélio vulvar desencadeadas por estímulos diversos.
• VIN de tipo usual,dividido em:
a- verrucoso;
b- basalióide;
c- misto (verrucoso/basalióide).
• VIN de tipo diferenciado;
• VIN de tipo não classificado (se não classificável nas duas categorias anteriores)
Histologicamente, na VIN de tipo verrucoso, a espessura do epitélio escamoso normal da vulva é total ou quase totalmente substituída por células de maturação e diferenciação irregular, acompanhadas decoilocitose, por vezes com marcado pleomorfismo nuclear. Também são freqüentes as células discarióticas e multinucleadas. Já a papilomatose é característica e está associada à presença de queratina ou paraqueratina de espessura variável à superfície do epitélio.
A VIN de tipo basalióide é caracterizada histologicamente pela substituição total ou quase completa do epitélio escamoso normal da vulva porcélulas epiteliais de tipo basal, com maturação anormal e ausência de queratinização, sendo rara a presença de células multinucleadas e discarióticas. No entanto, as células imaturas apresentam freqüentemente pleomorfismo nuclear, múltiplos nucléolos e hipercromasia. As VIN de tipo verrucoso e basalióide podem coexistir no mesmo epitélio da vulva, por vezes em íntimo contato4.
Em 66 a 100% doscasos de VIN de tipo usual tem sido possível detectar o genoma do HPV de alto risco, especialmente do HPV 165-7. Em cerca de 60% dos casos, a doença é multifocal e/ou multicêntrica.
A característica histológica mais relevante das lesões de VIN de tipo diferenciado é o agrupamento de células neoplásicas em focos de localização intraepitelial. Em geral, as alterações nucleares são sutis e a...
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