Breve resumo de "Antígona"

761 palavras 4 páginas
Fruto do relacionamento equívoco e incestuoso entre Édipo e Jocasta, Antígona jamais aparentou aceitar a injustiça ou comportamentos antiéticos, tendo isso demonstrado inicialmente quando, já órfã de mãe, se torna a única de seus irmãos (Polinice, Etéocles e Ismênia) a acompanhar seu pai, agora cego, em seu exílio de Tebas até a morte do mesmo.
Enquanto pai e filha permaneciam afastados de Tebas, Etéocles, herdeiro do trono, e, Polinice, irado por não ser o novo rei e pelo insucesso de um ataque que havia planejado, entram em duelo, onde nenhum dos dois sobrevive.
Com a morte de Édipo, a volta de Antígona a Tebas era previsível, já que se tratava do reino o qual seus pais um dia governaram. Ao regressar, o cenário que tem de suportar é deprimente: seus irmãos mortos por suas ânsias e disputas de poder, Creonte, seu tio e atual herdeiro do trono, sem a mínima intenção de incluir direitos, justiças e ética em seus planos de governo e Ismênia englobada em uma sociedade contraditória, submissa às vaidades de um rei, ainda que contra elas.
Etéocles foi considerado um herói por Creonte e pôde ser sepultado, pois “em favor de Tebas lutou e morreu com inigualável bravura”, como afirma em sua primeira aparição na trama. Porém, tal título e direito não foram designados a Polinice, esse por sua vez foi julgado criminoso e a todos ficou “proibido honrá-lo com um túmulo ou lamentar [...] sua morte”, anunciou o rei.
Antígona não se abalou com as ameaças feitas por Creonte a quem violasse o édito, estava convicta de que Polinice tinha direito a um enterro assim como a justiça recomendava a qualquer outro cidadão; de que ninguém, por pior que tenham sido seus atos em vida, merecia vagar durante um século pelas margens do mundo dos mortos, sem poder adentrá-lo.
Após a infeliz tentativa de realizar os rituais fúnebres a Polinice, Antígona, que ao decorrer da obra aparenta convencida de que a morte é a única solução para as “malignas heranças que Édipo deixou a sua

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