Brettton woods e o euromercado

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O Euromercado e o fim do sistema
de Bretton Woods.
Carlos André Dicencia Amos
Eduardo Gama Tamburus
Lucas de Oliveira Cardoso

Campinas, Junho de 2009

Os acordos de Bretton Woods, assinados em 1944 por representantes de 44 países, tinham como principal objetivo proporcionar um ambiente monetário favorável a fim de facilitar o a retomada do comércio internacional após a segunda guerramundial. Esses representantes tinham em mente o estabelecimento de novas regras de comércio, as quais os países pudessem negociar entre sí e confiar a uma nova agência internacional a autoridade de fazer cumprir tais regras.
No setor monetário, os acordos buscavam estabelecer certa estabilidade e flexibilidade. No final do século XIX e no início do século XX, as principais nações do mundo vincularamsuas moedas ao ouro, no período conhecido como padrão ouro. Entretanto, o volume de circulação de moeda era limitado por uma barreira real, ou seja, pela quantidade de ouro disponível no país. A expansão da economia apresentava assim um limite.
A solução assim encontrada para restabelecer a economia mundial foi adotar um meio termo entre um padrão completo de papel-moeda e a volta ao padrão ouroclássico. Estabeleceu-se dessa forma um valor fixo para o ouro em dólares (que foi de US$ 35 por cada onça de ouro), acompanhada de uma manutenção pelo Fundo Monetário Internacional – também criado através dos acordos de Bretton Woods – das taxas de cambio dos demais países.
Além do controle do cambio, os países também foram obrigados a tornar suas moedas conversíveis, ou seja, uma moeda quepudesse ser livremente trocada por moedas estrangeiras – apenas para transações correntes - fomentando desta forma o comércio multilateral. Era também através da existência da conversibilidade que os países poderiam comprar ouro do Federal Reserve Bank (FED, o banco central americano), através da venda de dólares. A maioria dos países da Europa só retornou a conversibilidade no ano de 1958
Apesarde o acordo ter sido firmado em 1944, foi somente a partir de 1948, com a firmação do Plano Marshall que Bretton Woods começou a engrenar. Nesta época existia uma grande escassez de dólares e tanto o FMI quanto o Banco Mundial eram incapazes de suprir a necessidade mundial. Entre 1948 e 1952 o plano concedeu mais de US$ 12 bilhões de dólares enquanto no mesmo período essas duas instituiçõesemprestaram apenas um quarto disto, US$ 3 bilhões.
Com o Plano Marshall em vigor, e o restabelecimento da conversibilidade, a situação da balança de pagamentos dos EUA começou a se inverter. O superávit nas transações correntes do país despencou tremendamente, se transformando em déficit. Tal déficit apresentava uma característica dupla: ao mesmo tempo em que estimulava a economia internacional,escoava o ouro da reservas americanas. Tal dilema havia sido previsto pelo economista Robert Triffin, que dizia que o modelo dólar-ouro seria insustentável, ao passo que tanto os recorrentes déficits na balança de pagamentos quanto a interrupção da saída dos dólares geraria o colapso da economia internacional.
Neste período os estoques americanos de ouro estavam em franco declínio, enquanto que asreservas de dólar no exterior estavam em ascensão. No período de 1965 até 1969, os déficits americanos atingiram US$ 3 bilhões ao ano, analogamente podemos dizer que os EUA perderam o controle da sua balança de pagamentos devido a três fatores principalmente: a ascensão da Europa e do Japão como potenciais competidores internacionais; as grandes instabilidades geradas pela guerra do Vietnã; agrande sociedade.
O primeiro fator que causou a perda do controle norte-americano sobre a sua balança de pagamentos foi a ascensão do Japão e de outros países (como a Alemanha) no cenário de comércio internacional. Na primeira metade dos anos 60, emergiram excelentes competidores econômicos, fato este que colocou a preponderância industrial americana em risco. Alguns setores como o automobilístico,...
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