Bebedouro interessante

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Critica de Bebedouro
domingo, 6 de novembro de 2011
Reflexão acerca da idéia de sociedade emancipada em Theodor W. Adorno a patir do Aforismo "Sur l'eau."
Trata-se na realidade de uma analise de texto que fiz para a faculdade, e já que estou com pouco tempo livre, em um período com muitas coisas para fazer, trabalhos, provas, e muitas coisas para ler. Resolvi postar essa analise apenas paraatualizar, afinal pensar a ideia de sociedade emancipada assim como perceber a critica sobreo o trabalho como modelo fundamental da experiência dentro da sociedade moderna é de total contingência com a proposta do blog:

Analise reflexiva sobre o aforismo 100 da Minima Moralia
“Sur l’eau.” de Theodor W. Adorno

Está análise tem como objetivo examinar o aforismo 100 intitulado “Sur l’eau.” dolivro Minima Moralia de TH. W. Adorno, que não tem como pretensão esgotar o tema em seu próprio desenvolvimento, muito pelo contrário, abrir caminhos para refletir acerca do seu próprio movimento dialético acerca da proposta.
Vejo que alguns movimentos de digressão até são necessários para entender o desenvolvimento do texto e o próprio movimento que Adorno cria, mas como no presente trabalhotrata-se muito mais de uma analise despretensiosa, e não de uma analise acabada, e rigorosa, pretende-se assim apenas possibilitar uma reflexão sobre o próprio aforismo de Adorno, que irá criticar o trabalho como modelo fundamental da experiência presente na modernidade, tal como apresentar uma reflexão acerca da idéia de sociedade emancipada.
A princípio já nos chama a atenção pelo próprio titulo“Sur l’eau.”, que traduzindo seria “Sobre a água”, trata-se de um conto de Guy de Maupassant, e que por não ter conhecimento e nem pretensão não vou analisar aqui este conto, pois a proposta é a própria analise do texto, mas pelo pouco que pude perceber pode se pensar o conto a partir da experiência capitalista, onde como o homem que como no conto estava preso na canoa sem poder sair, assim seencontra o individuo na sociedade, ancorado dentro do sistema sem poder sair, preso dentro do seu próprio barco, e da sua própria experiência humana do trabalho; alternando movimentos de paz e tranquilidade, com de estranhamento e desespero, vê-se por momentos condicionados a aceitar tais condições, e outras presas diante da impossibilidade de sair de reais condições, de uma forma ou outra o desejo deviver em paz; mas que no momento em que descobre a realidade que antes era encoberta por uma massa escura, torna-se horrorizado pela situação; se no conto o homem encontra um cadáver com uma pedra no pescoço, porque não o individuo na experiência capitalista encontre sua própria sombra presa? Enfim não é a pretensão fazer aqui esta analise mesmo sabendo que pode ser interessante esta ligação com oaforismo, não vou me deter para não cometer equívocos.
Na primeira parte do texto quando Adorno se coloca a pensar qual o objetivo da emancipação, duas formas se apresentam como possibilidades, pensar “a realização das possibilidades humanas ou o enriquecimento da vida”, são ilegítimas para Adorno tal como a própria questão, pois por estas perspectivas é imediatamente recordado o ideal de utopiasarraigadas aos fios mais tradicionais de movimentos sociais democráticos e do trabalho. Partindo assim do mais simples, adoro diz “O delicado seria assim o mais grosseiro: que ninguém passe fome”, este seria a necessidade básica de um estado que se define em termos das necessidades humana, sobre esta perspectiva só poderíamos exigir o fim da fome, sem que fique reduzido apenas a isto, onde asoutras questões estariam ligadas a um modo de conduta humana conformada ao modelo da produção como fim em si.
A possibilidade emancipatória de um ideal do homem liberto, criativo e cheio de força, não esta pronta dialeticamente pelas condições vigentes, o que se encontra presente é apenas que a emancipação é possível e urgente. Assim não se pode dizer quais seriam as determinações do humano...
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