Baptista, myrian v. planejamento social: intencionalidade e instrumentação. são paulo, veras, 2011 (5ª ed.)

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Autor: Andréa Cristina Santos de Jesus Orientador: Maria Ozanira da Silva e Silva Instituição: Universidade Federal do Maranhão A trajetória da família na Política Social Brasileira RESUMO: Este artigo objetiva desenhar uma trajetória da família na Política Social brasileira, para isso foi tomada como base uma leitura exploratória da bibliografia existente sobre família e da sua relação com aPolítica Social Brasileira, inserindo-a e contextualizando-a nos períodos históricos pertinentes, com o intuito de montar um mosaico de sua evolução dentro deste processo. Palavras- chave: Família, Política Social, Assistência Social.

ABSTRACT: This article aims to draw a family history of the Brazilian Social Policy, for it was taken as a basis exploratory reading of literature on family and itsrelationship with the Brazilian Social Policy, and inserting it in the context of relevant historical periods, with in order to mount a mosaic of their evolution within this process. Keywords: Family, Social Policy, Social Assistence

I- INTRODUÇÂO Embora aparentemente comum, a família é tema complexo e devido à sua proximidade, acaba-se por deixar de considerar sua dimensão social e histórica.Esta instituição passou por significativas mudanças em sua organização decorrentes de diversos fatores, como a industrialização, a urbanização, a precarização do emprego, o surgimento da nova pobreza, etc. O que provocou inúmeras dificuldades e desafios para o exercício de suas responsabilidades. Neste sentido, em seus estudos, Szymanski (2002, p. 20) aponta que: Os modos de vida nas famíliascontemporâneas vêm se transformando, num tempo histórico e social, criando novas articulações de gênero e de gerações, elaborando novos códigos e, ao mesmo tempo, mantendo um certo substrato básico de gerações anteriores. (...). A condição da pobreza crescente acarreta a utilização de novas estratégias para lidar com a mesma, que são, por sua vez, “atravessadas por fatores como as relações de gêneroe geração que (...) modificam os referenciais de sociabilidade atualmente presentes entre as gerações pobres urbanas”. Ao abordar esta temática, não se pode dissociá-la de sua abrangência e complexidade, inclusive devido à pluralidade que hoje a família apresenta. Losacco (2003) compreende que no debate contemporâneo sobre este tema, não se pode mais falar de família (no singular). A partir das diversidades, o eixo do discurso deve ser famílias (na pluralidade). Neste contexto, o debate sobre o papel das famílias em suas funções protetivas, bem como a capacidade que estas têm de efetivá-lo, seja individualmente, seja em parceria com Estado, é cada vez mais vigoroso. Para discutí-lo, é essencial situar este grupo no âmbito das Políticas Sociais. Todavia, é evidente que esta mesmafamília, apesar de sua capacidade de proteção, apresenta dificuldades em lidar com situações às quais se encontra exposta atualmente (desemprego, déficit habitacional, drogas, falta de perspectivas com relação ao futuro, violência, gravidez na adolescência, pobreza, trabalho infantil, etc.) ficando, perante estas decorrências, cada mais fragilizada e vulnerável. Encontra-se, neste ponto, uma contradição,pois ao mesmo tempo em que este grupo é chamado para um aprofundamento de suas responsabilidades perante seus membros, ele também tem potencializado suas dificuldades de ação, por achar-se em um cenário cada vez mais adverso e dinâmico. Neste, as necessidades são urgentes e mais diversificadas, exigindo respostas rápidas e complexas, seja na função da manutenção econômica do grupo familiar, sejano acesso aos serviços sociais, ou na proteção de seus membros. É dentro deste perfil que hoje se encontra a família brasileira, que ao pensá-la em um contexto inclusivo, carece de apoio e proteção e a Assistência Social precisa, assim, se fazer presente e atuante. Este desafio pode ser considerado em parte contemplado na Política Nacional de Assistência Social – PNAS, pois esta adotou como uma...
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