Atos

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A cana-de-açúcar foi introduzida no Brasil, em Pernambuco, logo após o descobrimento do país. Em 1532, Martim Afonso de Souza fundou a vila de São Vicente em São Paulo e criou o primeiro engenho no Brasil, denominado São Jorge.

Em menos de vinte anos as plantações de cana-de-açúcar se espalharam pelo litoral brasileiro, de forma que por volta de 1550 o país já era o maior produtor mundial deaçúcar. O primeiro centro açucareiro de que se tem notícia surgiu na Capitania de Pernambuco, pertencente a Duarte Coelho, em função das excelentes condições de clima e solo.
O açúcar tornou-se o produto mais importante da economia colonial durante os séculos XVI e XVII, época em que se desenvolveu o chamado “ciclo do açúcar”. A Zona da Mata Nordestina e o Recôncavo Baiano eram os principais pólosdessa atividade, seguidos por Maranhão, Rio de Janeiro e São Paulo.
O surgimento de vilas e cidades por todo o território nacional foi acelerado a partir da instalação do governo central em Salvador, em 1549, fruto da necessidade de coordenação administrativa e militar das capitanias. Esse processo foi financiado pelas exportações de açúcar para a Europa. A monocultura da agroindústria açucareiragerou riqueza para o Brasil Colônia e a consequente cobiça externa. Durante a invasão holandesa ocorrida no litoral nordestino (Bahia, Pernambuco, Maranhão e Sergipe), o processo produtivo da cana-de-açúcar atingiu cifras admiráveis, impulsionadas pelo capital e pela experiência holandesa no comércio entre mares. Com a expulsão dos holandeses do país, em 1654, a prosperidade da agroindústriacanavieira começou a declinar, já que estes passaram a fazer concorrência com os nossos produtos, utilizando os conhecimentos aqui adquiridos para produzir açúcar nas Antilhas e na América Central.
Vários fatores quase acarretaram o desaparecimento do açúcar brasileiro no mercado internacional, levando o governo a adotar uma política de proteção da agroindústria canavieira, a exemplo de outrospaíses. A grande crise mundial de 1929 acelerou esse processo e, em 1933, foi criado o Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), principal símbolo da intervenção governamental no país. O IAA centralizava as operações de exportação brasileira e era a única instituição autorizada a comprar açúcar no mercado doméstico e a estabelecer contratos de exportação, além de ser responsável pela concessão de subsídiosaos produtores, principalmente aos da região Norte-Nordeste e do Estado do Rio de Janeiro.
Em 1990, o IAA foi extinto e iniciou-se um lento processo de desregulamentação do setor. As exportações aumentaram e, a partir da safra 1993/1994, o Centro-Sul ultrapassou o Norte-Nordeste como principal origem do açúcar exportado.
Com o Proálcool, o governo lançou uma grande operação de financiamento,contando, mesmo, com recursos do Banco Mundial, o que possibilitou o aumento das áreas plantadas com cana-de-açúcar. As usinas de açúcar existentes receberam financiamentos para instalar aparelhos de destilarias maiores, ao mesmo tempo em que foram criadas as destilarias autônomas – unidades de produção voltadas exclusivamente para a produção de álcool. Cerca de 180 unidades autônomas foram criadasem vários estados brasileiros, para descentralizar a produção e utilizar novas áreas mais próximas dos centros de consumo.
Áreas como o Paraná e a Região Centro-Oeste partiram de uma produção simbólica ou quase nula, para se tornarem grandes produtores. O Paraná conheceu um crescimento impressionante e superou Alagoas pelo segundo lugar em produção nacional, só perdendo para São Paulo.

A RegiãoCentro-Sul é responsável pela produção de 85,7%, ou 374,4 milhões de toneladas, enquanto a Região Norte-Nordeste responde por 14,3%, ou 62,4 milhões de toneladas. O Estado de São Paulo lidera a produção, com 265,5 milhões de toneladas, seguido do Paraná, com 28,5 milhões, Minas Gerais, com 28,2 milhões, Alagoas, com 25,3 milhões, e Pernambuco, com 17,2 milhões.
Nos últimos anos, foi...
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