As origens da empatia

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Universidade Estácio de Sá







As Origens da Empatia




Elaborado por:
André Pimentel
Clarisse Lelachêr
Elisa Pinheiro
Jéssica Andrade
Pamela Sobrinho
Turma: 3001
Disciplina: RI – Relacionamento Interpessoal
Professora: Lourdes Reis



Abril – 2013
Rio de Janeiro – RJ
1 – Introdução

O que é empatia?
É colocar-se no lugar do outro, é um processo decompreensão do outro.
A empatia é alimentada pelo autoconhecimento, quanto mais consciente estivermos acerca de nossas próprias emoções, mais facilmente poderemos entender o sentimento alheio.
As emoções das pessoas raramente são postas em palavras. A chave para que possamos entender os sentimentos dos outros está em nossa capacidade de interpretar canais não-verbais: o tom da voz, gestos,expressões faciais, etc.
Essas mensagens são quase sempre aceitas inconscientemente, sem que se dê uma atenção especial ao conteúdo da mensagem, mas apenas recebendo-a e respondendo-a implicitamente. As aptidões que nos permitem fazer isso bem ou mal também, em geral, passam despercebidas.
Essa capacidade – de saber como o outro se sente – entra em jogo em vários aspectos da vida, quer nas práticascomerciais, na administração, no namoro e na paternidade, no sermos piedosos e na ação política.
As vantagens de poder interpretar sentimentos a partir de indicações não-verbais inclui um melhor ajustamento emocional, maior popularidade, mais abertura e maior sensibilidade.
Além disso, as raízes da ética estão na empatia, pois ao partilhar das aflições de outrem é o que leva as pessoas a agirempara ajudá-las e a seguir certos princípios morais.

2 – Como se desenvolve a empatia

Origem
As origens da empatia podem ser identificadas já na infância. Mesmo poucos meses após o nascimento, os bebês reagem a uma perturbação sentida por aqueles que estão em torno deles, como se esse incômodo estivesse acontecendo neles próprios – uma reação que alguns encaram como o primeiro indicador daempatia que se desenvolverá até a idade adulta.
Em torno de um ano, as crianças começam a compreender que o sofrimento não é delas, embora ainda pareçam confusas sobre o que fazer. No geral, imitam a angústia de outras, possivelmente para melhor compreendê-las; por exemplo, se outro bebê machuca os dedos, um bebê de um ano coloca os seus próprios dedos na boca, para ver se também doem.Esses gestos, denominados mímica motora, desaparecem do repertório dos bebês por volta dos dois anos e meio, quando eles percebem que o sofrimento de outra pessoa é diferente do deles.
Nessa altura de seu desenvolvimento, os bebês começam a se diferenciar na sensibilidade geral às perturbações emocionais de outras pessoas, com alguns sendo agudamente conscientes e outrosdesligando-se. Grande parte dessa diferença em interesse empático tem a ver com a maneira como os pais educam seus filhos. A empatia das crianças é igualmente moldada por verem como os outros reagem quando alguém mais está aflito; imitando o que veem, as crianças desenvolvem um repertório de reação empática, sobretudo na ajuda a outras pessoas angustiadas.
No fim da infância, surgem os mais elevadosníveis de empatia, pois as crianças são capazes de entender a aflição que está além de um acontecimento específico e constatar que a condição ou posição de alguém na vida pode ser um motivo de aflição permanente. Nesse ponto, as crianças podem perceber as circunstâncias de todo um grupo, como os pobres, os marginalizados. Essa compreensão, na adolescência, pode reforçar convicções morais centradasna vontade de aliviar o infortúnio e a injustiça.
|Faixa etária |Desenvolvimento da empatia |
|Primeiro ano |Respostas pré-empáticas - empatéia e mímica |Início da reação seletiva às expressões |Sincronia afetiva  |
| |motora...
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