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Universidade Estadual da Paraíba-UEPB
Centro de Ciências Sociais Aplicadas-CCSA
Departamento de Serviço Social

Violência contra crianças e adolescentes:
Uma visão histórica.

Raquel Cristina da silva
Rejane dos Santos Silva.

Campina Grande
2011

Universidade Estadual da Paraíba-UEPB.
Centro de Ciências Sociais Aplicadas-CCSA.
Departamento de Serviço Social.

Violência contracrianças e adolescentes:
Uma visão histórica.
Artigo apresentado à profª Mirella Guerra pelas alunas Raquel Cristina da Silva e Rejane dos Santos Silva como forma de obtenção de nota parcial referente à disciplina de Metodologia Científica.

Campina Grande
2011
Violência Contra Crianças e Adolescentes: Uma Visão Histórica
SILVA, Raquel Cristina daSILVA, Rejane dos Santos
Resumo: O trabalho aqui apresentado tem por objetivo principal a exposição da temática “Violência Contra Crianças e Adolescentes”. Sendo esta alvo de muita discussão, uma vez que, se incorpora à sociedade no decorrer de sua história, afetando principalmente as camadas menos favorecidas. Este trabalho apresenta uma análise das medidas de segurança responsáveis pelaproteção da criança e do adolescente, enfatizando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mostrando assim o conceito de criança e adolescente, quais as medidas de proteção oferecidas pelo Estado como também uma visão atual do ECA. Iremos Tratar da visão histórica da problematização da Violência cometida contra Crianças e Adolescentes.
Palavras-chave: Violência, Criança, Adolescente, Eca.Introdução
A violência cometida contra crianças e adolescentes é uma questão de responsabilidade de toda a sociedade, uma vez que esta é uma temática que nos acompanha desde os mais antigos registros. A perspectiva da proteção integral, adotada no final do século XX, contrapõe-se a uma perspectiva de disciplinamento e dominação das crianças, perpetuada historicamente.
Fazendo uma reflexão queconsidere a trajetória histórica, sobre as vulnerabilidades da infância e da adolescência frente às relações de violência denota-se a persistência de diferentes tipos de agressões (físicas e psicológicas).
Na Grécia Antiga, a alegria da criança filha do cidadão, educada no gineceu por meio de mitos, fábulas e música, contrastava com a tristeza do filho do escravo, de quem o lamento da venda próximaou o destino ainda mais cruel ressoava dolorido.
Em Esparta (Grécia-Pólis), o Estado assumia a responsabilidade e educar seus futuros guerreiros em princípios cívicos e militares logo aos sete anos de idade. A pedagogia militar de então era baseada em exercícios físicos até a exaustão, fome e espancamentos. Os jovens começavam a tomar parte na Assembleia com cerca de 15 anos e, depois de passarpor várias provas, eram, antes de completar 20 anos, incorporados como cidadãos.
Na Pólis ateniense, o serviço militar durava dois anos e somente era iniciado aos 18 anos de idade. Antes disso, a educação doméstica e em escolas de grandes mestres predominava na vida da criança de elite. Xenofonte considerava que o direito de palavra não deveria ser concedido ao povo, por sua ignorância, masaos “sábios e aos melhores”. As mulheres atuavam apenas na esfera doméstica e as meninas, fortalecidas por exercícios físicos desde a infância mais precoce, casavam-se aos 14 ou 15 anos de idade.
A Idade média impôs as crianças e os adolescentes os limites territoriais do feudo, onde ele podia contar com a comunidade, mas era também por ele vigiado. A partir de uma releitura de Aristóteles,propõe-se a divisão das idades humanas, para fins de educação, em períodos de sete anos. A infância duraria até os sete anos de idade; a puerilidade, até os 14 anos; a adolescência até os 21. Para Constantino, o imperador, a adolescência durava até os 50 anos, quando se iniciava a velhice.
O século XX inaugurou a linha de produção em série, e a intensa exploração do trabalho infanto-juvenil...
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