Apm, caso clinico

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Caso Clínico

Utilização do APM no tratamento da má oclusão de Classe II, 2ª divisão, em paciente adulto
Jaime Sampaio Bicalho*, Rafael de Faria Bicalho**

Relato de caso clínico de paciente com 51 anos de idade que veio ao consultório para o tratamento de uma má oclusão de Classe II, 2ª divisão, com 100% de sobremordida. A paciente apresentava grande preocupação com a inclinação paralingual dos incisivos centrais e dos incisivos laterais para vestibular, como também a severa abrasão na face incisal dos incisivos inferiores. Frente à negativa da

paciente quanto a um tratamento ortocirúrgico optou-se por um tratamento ortodôntico compensatório, utilizando uma mecânica de protração mandibular. Serão descritos, no decorrer do artigo, os procedimentos clínicos adotados, as alteraçõescefalométricas ocorridas e a avaliação da opção do tratamento compensatório em detrimento do tratamento orto-cirúrgico.

PALAVRAS-CHAVE: Classe II, 2ª divisão. Paciente adulto. APM.

* Graduado em Odontologia pela Faculdade de Odontologia de Uberaba. Especialista em Ortodontia pela Policlínica do Rio de Janeiro. Diplomado pelo Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial. ** Graduado emOdontologia pela Universidade de Brasília. Especializando em Ortodontia pela ABENO – SP. Professor do Curso de Fotografi a Digital e Edição de Imagens ABO – DF.

Rev. Clín. Ortodon. Dental Press, Maringá, v. 6, n. 1 - fev./mar. 2007

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Utilização do APM no tratamento da má oclusão de Classe II, 2ª divisão, em paciente adulto

IntRodução A má oclusão de Classe II representa uma altaporcentagem das anomalias que diariamente vemos em nossa prática ortodôntica. Caracterizada por uma relação de disto oclusão molar, a classificação de Angle a divide II 1ª ou 2ª divisão, de acordo com a posição dos incisivos superiores. Enquanto na Classe II 1ª divisão os incisivos superiores se encontram protruídos, na 2ª divisão o eixo desses dentes apresenta-se retroinclinado. Especificamente, a máoclusão de Classe II 2ª divisão tem prevalência em cerca de 6% da população brasileira14 e normalmente está presente em pacientes com crescimento condilar mais vertical e para frente que, freqüentemente, têm menor altura facial. Quando desenvolvem má oclusão, ela é quase sempre caracterizada pela mordida profunda1. O tratamento ortodôntico dessa anomalia pode se dar por meio de abordagensortopédicas, compensatórias ou cirúrgicas. A opção cirúrgica é indicada quando há uma grande discrepância dentoesquelética e o paciente se encontra fora do período de crescimento, anulando a alternativa de um tratamento ortopédico, ou quando a má oclusão prejudica a estética facial do paciente. As modalidades de tratamento ortodôntico compensatório utilizadas para a correção dessa má oclusão consistem eminclinar os incisivos superiores e inferiores para vestibular, na tentativa de se modificar o ângulo interincisivos, verticalizar os dentes posteriores, intruir os dentes anteriores ou extruir os dentes posteriores2. Uma nova modalidade de tratamento surgiu com o advento de aparelhos que têm como objetivo a protração mandibular. Este artigo relata o caso de uma paciente que optou por um tratamentocompensatório utilizando o APM IV, Aparelho de Protração Mandibular, já na idade adulta, com o objetivo de melhorar a estética do seu sorriso. Relato do Caso Paciente do gênero feminino, 51 anos de idade, apresentando um sorriso irregular, com 100% de sobremordida, incisivos centrais superiores lingualizados, incisivos laterais superiores vestibularizados e moderada abrasão da face incisal dosincisivos inferiores. Portadora de um padrão II por deficiência mandibular, braquifacial, relação dentária de Classe II, 2ª divisão, 3⁄4 do lado direito e total do lado esquerdo, mordida cruzada dos dentes 27 e 28, overjet de 2mm e overbite de 3⁄3 do incisivo inferior. A análise de modelos revelou uma discrepância de Bolton de 4mm na região ântero-superior. No exame facial frontal (Fig. 1) a...
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