Antropologia

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|Curso: Licenciatura em Filosofia - EaD |
|Disciplina: Antropologia Filosófica |Tutor(a): Juan Antonio Acha |
|Aluno: Fábio Henrique Paganin|
|RA: 1007762 |Data de entrega: 10 / 11 / 2007 |
|ADAPTAÇÃO |Atividades ( X ) Interatividades ( ) |Nota: |




Quem é o homem?




A antropologiafilosófica tenta responder a grande questão: “O que é o homem?” ou “Quem é o homem?”. Na própria pergunta já é possível perceber a extensão de assuntos que abrange tal resposta. A famosa proposta socrática do autoconhecimento é um anseio natural do próprio homem, contudo, a filosofia tenta responder não apenas de um ponto de vista particularizado ou de um ramo especifico de uma ciência qualquer. Afilosofia propõe uma análise global, até mesmo se aproveitando das descobertas das ciências humanas, mas dá um passo além, buscando as profundezas existenciais do homem.
Na história da filosofia, podemos citar Heráclito e Parmênides que falam da essência e da dinâmica do ser homem, de sua permanência e flexibilidade. Sócrates destaca a consciência reflexiva do homem, o autoconhecimento, aeterna busca do saber que nunca se sabe o suficiente. Platão fala do espírito como constitutivo diferencial do homem criando o famoso dualismo que separa corpo e alma, céu e terra, mundo real e ideal. Aristóteles supera o dualismo platônico e faz do ser humano um ser unitário em dimensões duais: substância e essência, ato e potência, matéria e forma. Na idade Média, a idéia de que o homem é umacriatura conhecida e querida por Deus faz ele passar de ser “algo” para ser “alguém”, passa a ter uma identidade, a ser um ego. Em Jesus está a perfeição que o homem sempre deve desejar e procurar. Na modernidade, o homem tenta compreender suas próprias vivências fora do círculo de Deus. No materialismo histórico é preponderante a explicação histórica do homem sobre uma base socioeconômica. Noexistencialismo, corrente essencialmente antropológica, define o homem como um ser que decide, um ser que não é, mas busca seu ser constantemente, se angustiando por reconhecer-se materialmente limitado e maravilhado por reconhecer-se ilimitado em sua liberdade. As antropologias atuais compartem, todas elas, o postulado de que o homem não é um ser que já chegou a sua máxima expressão no âmbitopessoal e social. O homem continua impulsionado para alguma coisa além de si. Vive sua existência como uma tarefa, mesmo que desconheça qual é a meta. Como a “criatura”, o homem, possui o ser e não pode outorgá-lo a si mesmo, da mesma forma possui vida.
O que há de mais peculiar no ser humano? O que faz do homem um homem de fato? A inteligência instrumental, ou seja, o uso do pensamento comoinstrumento não é particular do homem, é comum a todos os primatas superiores. O que é essencialmente humano é a capacidade de individualizar as coisas como meio para satisfazer necessidades e poder perceber as essências dos entes, das coisas. Por ser o homem o único ser que possui essa capacidade, se sente um ente separado da natureza. O homem é um animal, mas à diferença dos outros animais não sesente produto da evolução da vida, não se sente tão só natureza. Existe no homem um sujeito que transcende as condições de matéria, vida, alma e espírito, é o santuário sagrado do homem, é a sua maior profundeza, sua essência aberta ao infinito das possibilidades que a liberdade lhe permite.
Contudo, o homem possui como constitutivo a “alteridade”, que implica que o homem nunca está...
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