Antigona

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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI
CURSO: DIREITO - 1º PERÍODO – TURMA 302 - TURNO: NOTURNO
DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO DIREITO
PROFESSORA: ROSEANA MARIA ALENCAR DE ARAÚJO












Antígona


ACADÊMICO: RODRIGO CORRÊA CUSTÓDIO











Balneário Camboriú/SC 03 de abril de 2012.
UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI
CURSO: DIREITO - 1º PERÍODO – TURMA302 - TURNO: NOTURNO
DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO DIREITO
PROFESSORA: ROSEANA MARIA ALENCAR DE ARAÚJO











Antígona







ACADÊMICO: RODRIGO CORRÊA CUSTÓDIO


Leitura da obra “Antígona” com o objetivo de responder as questões formuladas.Trabalho apresentado à disciplina de Introdução ao Direito,
ministrada pela Professora Roseana Maria Alencar de Araújo.
























Balneário Camboriú/SC 03 de abril de 2012.


1 – Destacar as formulações que evidenciam o conflito entre direito natural e direito positivo.

A discussãoenvolvendo direito natural e direito positivo está presente na tragédia Grega “Antígona”, de Sófocles, onde a protagonista, Antígona, representa o direito natural (ou leis divinas) enquanto Creonte representa o direito Positivo (a lei dos homens) que se confrontam no desejo de Antígona, que insiste em dar uma sepultura para seu irmão, Polinice, que em uma batalha para reaver o trono de seu irmão Eteócles,com esse trava ferrenha luta e os dois são mortos, um pelo outro. O Desejo de Antígona é combatido por Creonte, que, com a morte de Eteócles, assume o poder e decreta um funeral digno de rei à Eteócles e a proibição de que Polinice seja sepultado, sob o argumento de que os inimigos do estado devem ser punidos até mesmo após a morte.
Antígona infringe o decreto de Creonte, pois entende queuma Lei divina, universal, mais poderosa que a lei do homem, dita que deve haver respeito e dignidade a todos, independente de culpa, e que a dignidade passava necessariamente pelo direito do morto ser sepultado.
O diálogo abaixo, brevemente editado, traz em si, uma clara discussão de ideais, tanto se falando em aspectos divinos e religiosos, defendido por Antígona, tanto por leis impostaspelo poder máximo exercido por Creonte, se baseando apenas em seus interesses e pensamentos:
Creonte: – Ousaste infringir a minha lei?
Antígona: – Porque não foi Zeus que a proclamou! Não foi a Justiça, sentada junto aos deuses inferiores; não, essas não são as leis que os deuses tenham algum dia prescrito aos homens, e eu não imaginava que astuas proibições fossem assaz poderosas para permitir a um mortal descumprir as outras leis, não escritas, inabaláveis, as leis divinas! Estas não datam nem de hoje nem de ontem, e ninguém sabe o dia em que foram promulgadas. Poderia eu, por temor de alguém, qualquer que ele fosse, expor-me à vingança de tais leis?”
Nas páginas 30-31, o confronto entre a ideia de direito natural e direitopositivo torna-se ainda mais evidente, posto que Antígona declara que as leis editadas por Creonte não podem superar as leis divinas que são irrevogáveis, exemplificando que o que o Rei decreta ela pode violar sem que os Deuses a punam, entretanto, as leis divinas são invioláveis e, por vezes inevitáveis, até mesmo devendo ser cumpridas por Creonte, conforme é admitido pelo próprio na pág. 69,quando diz que “ é bem melhor passar a vida obedecendo as leis que regem o mundo”. Ao final, os moradores de Tebas acreditam que os acontecimentos foram obra da Justiça divina.

2 – Destacar as formulações que evidenciam o conflito entre tirania e democracia.

Um dos aspectos relevantes na obra em comento é a questão da Democracia. Sófocles deixa evidente a importância da Democracia na...
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