anarquia

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Emma
Goldman
O indivíduo
na sociedade

Esta brochura
O indivíduo na sociedade
escrita por
Emma
Goldman
publica-se
em versão galega
pela
CNT de Compostela
em Janeiro de 2010

Esta brochura é para ler, reler, em voz alta ou baixa,
num mitin a gritos ou numa reunião com um café,
para gritá-la nas portas das igrexas,
nas portas dos Parlamentos, partidos políticos,
sindicatosanti-operári@s,
para fotocopiar sem lhe pedir licença a ninguém,
para dar como presente.
Para pensar sobre ella, para falá-la, debatí-la,
viví-la.

{{O Indivíduo na Sociedade
Emma Goldman}}

Emma Goldman
O indivíduo na
sociedade

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{{O Indivíduo na Sociedade
Emma Goldman}}

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{{O Indivíduo na Sociedade
Emma Goldman}}

Emma Goldman nasceu em
27 de junho de 1869, em
Kaunasna Lituânia, no
interior de uma família judia. Em 1885 emigraria para os Estados Unidos, fugindo dos pais que a submetiam
a uma vida de opressão e puritanismo. Chegando aos
EUA Emma Goldman passou a trabalhar em uma indústria têxtil em Rochester, Nova Iorque, um ramo de
produção típico de emprego de mão-de-obra feminina e
onde se iniciaram as grandes mobilizações de mulheres
que levaram aoestabelecimento do 8 de março. Ali, pela
primeira vez, assitiu a reuniões dos socialistas alemães
que buscavam organizar o movimeno operário norteamericano.
Emma Goldman iniciou efetivamente a sua militância política em conexão com as importantes lutas sindicais dirigidas por anarquistas e socialistas. A partir daí
tornou-se agitadora e jornalista em defesa das lutas operárias e sindicaisaproximando-se politicamente do anarquismo.

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{{O Indivíduo na Sociedade
Emma Goldman}}
Em 1893 é condenada a um ano de prisão acusada de incitação em uma manifestação também na cidade
de Nova Iorque. Em 1906 publica a famosa revista Mother Earth (Mãe Terra) até 1917, quando é presa sob a
acusão de opor-se ao recrutamento militar para a I Guerra Mundial. Após dois anos de prisão, é deportadapara
a Rússia, mergulhada na guerra civil promovida pelo imperialismo contra o governo de Lênin e Trotski saído da
Revolução de 1917.
Tendo se colocado inicialmente a favor da Revolução Bolchevique, Emma Goldman, baseada nos preconceitos democratizantes do anarquismo vai se colocar em
uma posição de condenação da revolução, expressa no
seu livro, de 1923, My Dissillusionment in Russia (Minhadesilusão na Rússia).
Em 1921 Emma Goldman deixa definitivamente a
Rússia. Em 1936 vai à Espanha durante a revolução e
guerra civil, terminando por radicar-se no Canadá, onde
vai morrer em 14 de Maio de 1940 em Toronto, Ontário.

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{{O Indivíduo na Sociedade
Emma Goldman}}

A dúvida reina no espírito dos homens, porque a nossa
civilização treme nas suas bases. As instituições atuaisnão inspiram mais confiança e os mais inteligentes compreendem que a industrialização capitalista vai ao encontro dos próprios fins que ela entendeu empreender.
O mundo não sabe como sair disso. O parlamentarismo e a democracia fraquejam e alguns acreditam encontrar uma salvação optando pelo fascismo ou por outras formas de governos fortes. Do combate ideológico
mundial sairão soluções para osproblemas sociais urgentes que se colocam atualmente (crises econômicas,
desemprego, guerra, desarmamento, relações internacionais, etc.). Ora, é destas soluções que dependem o bem
estar do indivíduo e o destino da sociedade humana.
O Estado, o governo com as suas funções e poderes, torna-se assim o centro de interesses do homem que
reflete.Os desenvolvimentos políticos que se têm dado
emtodas as nações civilizadas levam-nos a colocar estas
questões: Queremos um governo forte? Deveremos preferir a democracia e o parlamentarismo? O fascismo, de
uma forma ou de outra, a ditadura quer seja monárquica,
burguesa ou proletária - oferecerão soluções para os males ou para as dificuldades que assaltam a nossa socie-

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Emma Goldman}}
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