Alecrim e manjerona

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  • Publicado : 19 de abril de 2013
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Introdução:

Dotada de um gênio cômico e satírico a ópera lírico-jacosa “Guerra de Alecrim e Manjerona” de Antônio José da Silva, vem desprezar todas as regras estabelecidas pela sociedade do séculos XVIII e atender ao estado em que o povo se encontra. Uma peça fabulosa que com um tema sutil irá explorar, criticar e denunciar aspecto de uma sociedade portuguesa totalmente vinculada e oprimidasob a imposição religiosa e política de uma época. Literalmente um marco na história da Literatura Portuguesa.

Objetivo:
O estudo dessa obra se deu através das aulas da disciplina de Literatura Portuguesa, ministradas pela Professora Zilda Ferreira Barbosa e tem como principal objetivo fazer uma análise a partir de uma visão crítica histórica e crítica social que é desempenhada em toda apeça e que o autor priorizou nos seus romances, expondo também justificativas e exemplificações dos conteúdos apresentados

GUERRAS DO ALECRIM E MANJERONA
ANTONIO JOSÉ DA SILVA

Uma verdadeira obra-prima e uma comédia de enganos sob a bandeira de “Alecrim” e “Manjerona” a ópera que é dividida em duas partes, foi representada pela primeira vez no carnaval de 1737 no Teatro do Bairro Alto deLisboa, e é considerada a ópera lírico-jocosa mais famosa do comediógrafo Antonio José da Silva, um luso-brasileiro que se tornou um escritor profícuo, trazendo por trás de suas obras a sátira sob a sociedade portuguesa da época.
“Guerras do Alecrim e Manjerona” tem em sua essência um tema leve, contrapondo-se com a forte visão histórica e crítica-social que o autor sempre apresenta através deseus romances. O excerto sugere que situação apresentada que seja além de objeto de diversão, um objeto de reflexão. Com isso, induz-se o público a refletir sobre o que vê, a pensar a partir da posição do outro e não aceitar passivamente as condições a que estão submetidos.O título da obra já provém do costume dos nobres lisbonenses que se reuniam em Sintra em um passeio com bando de pedras edividiam-se em dois grupos, identificados pelos ramalhetes de alecrim e de manjerona e o enredo vem satirizar dois ranchos carnavalescos, trata-se então de uma história que gira sob as peripécias de dois jovens D. Gilvas e D. Fuas tentando conquistar o “amor” de duas lindas irmãs, pois descobrem que elas são sobrinhas de um homem rico, Dona Clóris e Dona Nise, ambas participantes de ranchoscarnavalescos rivais. Paralelamente, o criado de D. Gilvaz, Semicúpio, interessa-se por Sevadilha, a criada de D. Clóris, porém, o tio das moças já projetou os seus destinos: quer que uma das sobrinhas case-se com um sobrinho seu, D. Tibúrcio, e que a outra se torne freira. D. Tibúrcio por sua vez, apaixona-se pela criada Sevadilha ao invés de interessar-se por uma das primas. Então, D. Gilvaz e D. Fuas com oauxílio do criado Semicúpio e a ajuda de Fagundes outra criada, armam as maiores estratagemas para se aproximarem das moças e driblar os cuidados de D.Lancerote. Semicúpio, o gracioso, aproveita-se, ao longo da peça, das circunstâncias de que pode tirar proveito. Assim, rouba o capote de D. Tibúrcio, rouba a escada sobre a qual sobem D. Gilvaz e D. Fuas para entrar na casa das moças e desejareceber recompensas por cada ação que faz a favor de seu amo, no entanto, também, inventa disfarces e planos que salvam os demais personagens. Durante a peça, os rapazes tentam encontrar suas pretendentes e tornam-se concorrentes, pois um quer encontrar sua dama primeiro que o outro. Tudo termina pelo casamento entre D. Gilvas e dona Clóris, D. Fuas e dona Nize, e Semicúpio com Sevadilha contrariandoos planos do tio das moças.
O valor simbólico desta peça do “Judeu”, ou “Poeta da Inquisição” como assim também ficou conhecido, transcende em muito o seu próprio conteúdo dramático e mesmo a leitura imediata do texto e do espetáculo. Nela o autor resgata o ambiente português do século XVIII, auge da Inquisição em Portugal e do governo absolutista de D. João V. e até se  pode ver na obra a...
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