Agroecologia

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  • Publicado : 6 de novembro de 2012
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A autora Maria de Nazareth Baduel Wanderley aborda de forma clara o conceito agricultura familiar, frisando que não se trata de um detalhe superficial e descritivo, mas sim um estabelecimento de interação onde a família torna-se proprietário e trabalhador ao mesmo tempo, tendo assim uma consequência fundamental econômica e socialmente. Retratando campesinato tradicional como sendo uma das formasde agricultura familiar, tendo como base fundamentada propriedade, trabalho e família. Podendo-se dizer que, o objetivo central dessa forma e agricultura têm como foco atividades econômicas, experiências sociais e ate de certa forma cultural, onde ela destacar alguns aspectos importantes.
Em sua ênfase a autora enfatiza cincos traços característicos da sociedade global citada por Henri Mendras,sendo elas: Uma relativa face à sociedade global; a importância estrutural dos grupos domésticos; um sistema de autarcia relativa; uma sociedade de interconhecimentos e a função decisiva dos mediadores entre a sociedade local e a sociedade global.
Baseado em fundamentos citados por Eric Wolf pode-se acreditar que o campesinato tem por se só uma historia predominante nas sociedades tradicionaisquando se trata de agricultura familiar, “permanecendo a meio caminho das tribos primitivas e sociedades industrializadas”, por sua vez Henri Mendras sugere que: “Em outras regiões o campesinato pode servir de base de comparação, porem, seria perigoso vê-lo como um modelo universal, capaz de explicar toda coletividade agraria dominadas por uma sociedade mais abrangente”. (Obs.: segundo essefundamento de Mendras, que foi inspirado o estudo comparativo internacional que foi realizado posteriormente, sob a coordenação de Hugues Lamarche).
Tendo base à profunda transformação em períodos recentes a autora propõem algumas hipóteses para reflexão, sendo elas: O campesinato que permanece; as formas modernas de agricultura familiar e a herança do passado.
Em sua primeira hipótese mais uma vez aautora cita Mendras dessa vem em conjunto com Marcel Jollivet, que sustentam “As coletividades rurais francesas” mesmo depois de terem anunciado “o fim dos camponeses”. Ela deixa bem claro em sua pesquisa, a constatação de pequenos resíduos de campesinato tradicional em países como França e Polônia.
Em sua segunda hipótese a autora deixa evidente que mesmo com as multiplicações das sociedadesmodernas aparecem outras formas de agricultura familiar não camponesa. Pois sob o impacto das transformações de caráter mais geral-importância da cidade e da cultura urbana, centralidade do mercado, mais recentemente, globalização da economia etc. - tentam adaptar-se a este novo contexto de reprodução, transformando-se interna e externamente em um agente a agricultura moderna. Chama particularmente aatenção à agudeza e a pertinência das conclusões ao estudo comparativo sobre as coletividades rurais, nas quais Jollivet e Mendras apontavam, e cujo eixo é dado pela perda crescente da autonomia tradicional, consequência da integração e subordinação à sociedade englobante e pelo esvaziamento das sociedades locais, provocado pelo êxodo rural. Da mesma forma, Marcel Jollivet reconhece que aagricultura camponesa se reproduz no interior das sociedades capitalistas modernas, como uma “pequena produção mercantil” e analisa as razões, do ponto de vista do capital, do que denomina, baseando-se em Bettelheim, o “duplo processo de conservação-dissolução”.
Já em sua terceira hipótese a autora destaca ser bastante perceptível por alguns estudiosos à presença dos agricultores familiares“modernos”, como o resultado de uma ruptura profunda e definitiva em relação ao passado. Como citado pela autora, entre outros, o caso de Claude Servolin, para quem a predominância desta agricultura moderna (que ele denomina agricultura individual moderna) é recente. “Esta constatação - afirma Servolin – nos obriga a renunciar à “teoria da sobrevivência”“. Segundo Ela Do ponto de vista do agricultor,...
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