Administrador

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 18 (4279 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 23 de outubro de 2014
Ler documento completo
Amostra do texto
A tica um dos problemas da filosofia. Pode ser definida como a cincia que estuda os atos humanos com relao a seu fim ltimo, que a realizao plena da humanidade, ou, como se costuma dizer, o que d sentido vida humana. A tica deve, pois, ser considerada uma cincia prtica de fato, no procura apenas o simples conhecer, mas quer chegar, por meio de alguma ao, ao bem do homem. A diferena das outrascincias prticas que procuram este ou aquele bem particular do homem (por exemplo, a medicina procura a sade do corpo, a economia o lucro etc.), a tica tem por objeto prprio a perfeio do prprio homem que age. Por este motivo, as outras cincias prticas no so filosofia de fato, somente a TICA visa regular a ao do homem em relao causa mais elevada da ordem prtica, que o fim ltimo, ou o bemabsoluto do homem. Sendo assim, a questo capital que, antes de tudo, deve ser respondida pela tica saber em que consiste o FIM LTIMO ou BEM ABSOLUTO DO HOMEM. Depois disso, preciso que a tica estude os ATOS pelos quais o homem se dirige para o seu fim ltimo, ou dele se afasta. Por isso, preciso que se estude a REGRA SUPREMA destes atos (a lei natural) e tambm a REGRA PRXIMA ou conscincia. Almdisso, necessrio estudar os PRINCPIOS INTRNSECOS de onde procedem estes atos, isto , as virtudes morais e os vcios. Em conexo com todos estes conceitos h outros a serem estudos VALOR MORAL, NORMA, DEVER, DIREITO, FALTA, SANO, MRITO. Tudo isso faz parte da TICA GERAL. Todavia, sendo a tica uma cincia prtica, no deve ficar s nestas consideraes universais preciso descer at a determinao maisparticular dos atos humanos e de suas regras. E aqui entram as questes de TICA ESPECIAL, das quais lembramos algumas BIOTICA, ou tica da vida humana ECOLOGIA E TICA CULTURA E TICA TICA DA VIDA SCIO-ECONMICA TICA DA POLTICA TICA DA SEXUALIDADE E DO AMOR TICA RELIGIOSA. TICA ADMINISTRATIVA. Vamos, pois, comear analisando o conceito de FIM LTIMO. A vontade humana quer necessariamente a felicidade, nosentido mais indeterminado. um fato da experincia tambm uma necessidade absoluta que deriva da natureza da vontade. De fato, enquanto a inteligncia necessariamente dirigida para apreender a verdade, a vontade tem como seu objeto o bem. Isto quer dizer Que nada pode ser querido seno sob o aspecto do bem Que impossvel, para mim, no desejar o meu bem puro e simples, isto , meu bem total, a realizaodo meu ser inteiro, de todas as minhas capacidades de desejos e de amor, digamos a felicidade Que, no dinamismo da liberdade humana, toda coisa, tudo o que eu quero, querido em virtude do desejo desse bem total ou felicidade. Mas a determinao concreta do nosso desejo natural de felicidade depende da nossa liberdade, pois privilgio do homem determinar seus prprios fins. Os animais no determinamseus fins, que esto determinados pela natureza. No caso do homem - e o que distingue do animal ele tem que determinar seus prprios fins, e determinar em que consiste a sua felicidade. No podemos deixar de desejar a felicidade mas devemos escolher livremente em que consiste a nossa felicidade, ou seja, qual o fim supremo da nossa vida. A questo moral primeira e capital a de escolhermos o fim queo verdadeiro fim da vida humana. A esta altura podemos perguntar o que o bem e o que o mal Podemos afimar que o bem o que nos faz realizar a perfeio da nossa natureza humana, quer dizer, atingir o fim ltimo, ou supremo e que o mal o que nos desvia dessa perfeio, fim ltimo de nossa natureza. O homem, como vimos, busca necessariamente a felicidade. Mas se todos os homens desejam necessariamentea felicidade como o bem supremo, no so todos unnimes em colocar a felicidade nos mesmos bens concretos. Uns pensam encontr-la nos bens materiais, outros no exerccio da inteligncia (estudos, artes...), outros na virtude etc. Neste sentido, torna-se necessrio fazer uma distino na idia de bem. O bem pode ser til, deleitvel e honesto. O bem til. O bem til o que serve de meio tendo em vista um...