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2.1 - Origens
Com base nesta constatação, alguns cientistas orientaram suas preocupações para o desenvolvimento de uma teoria geral dos sistemas, que encerrasse as semelhanças, sem prejuízo das diferenças. Nesse particular, salienta-se a obra do biólogo alemão Ludwig von Bertalanffy que concebeu o modelo do sistema aberto, entendido como um complexo de elementos em interação e em intercâmbio como ambiente. Em seu livro General System Theory (Teoria Geral dos Sistemas), esse autor apresenta a teoria e tece considerações a respeito de suas potencialidades na Física, na Biologia e nas Ciências Sociais. No mesmo livro, von Bertalanffy lança os pressupostos e orientações básicos de sua teoria geral dos sistemas, como segue:
a) há uma tendência para a integração nas várias ciências naturais esociais:
b) tal integração parece orientar-se para uma teoria dos sistemas; essa teoria pode ser um meio importante de objetivar os campos não-físicos do conhecimento científico, especialmente nas ciências sociais;
d) desenvolvendo princípios unificadores que atravessam verticalmente os universos particulares das diversas ciências, essa teoria aproxima-nos do objetivo da unidade da ciência;
e) oque pode levar a uma integração muito necessária na educação científica.
O modelo de sistema aberto tem revelado enormes potencialidades, quer pela sua abrangência, quer pela sua flexibilidade. Embora o impacto da teoria geral dos sistemas venha sendo grande na sociologia, o estágio em que se encontrava a teoria sociológica por ocasião dos primeiros contatos com a nova abordagem fez com que seiniciasse um processo simbiótico, cujo desenvolvimento é difícil prever.
Para o estudo da aplicação do modelo do sistema aberto ao “mundo dos negócios”, a percepção desse processo simbiótico é fundamental, já que se apresenta na maior parte dos trabalhos nessa linha. Este método não nasceu na Sociologia, embora tenha atingido, nessa área do conhecimento, elevado nível de divulgação.
Sociólogos comoSpencer e Durkheim, já apresentavam em suas formulações numerosos exemplos de teorização funcionalista, o que demonstra que já existiam na Sociologia precondições para a importação do funcionalismo. Foi a obra de Parsons, contudo, que chegou à teoria das organizações, marcando-a profundamente e determinando seu desenvolvimento futuro. Alguns estudiosos da teoria sociológica chamam-na demicro-abordagem parsoniana de acionismo social e sua macro-abordagem de imperativismo funcional. O primeiro está voltado para a explicação da ação, enquanto unidade, através de variáveis-padrão; já o segundo para a explicação do sistema social, através de imperativos funcionais. Ambos estão preocupados com o problema da seleção ou estabilização de escolhas, procurando identificar os processos sociais internose externos que por ela se responsabilizam. Para o acionismo social, a resposta está na socialização como processo interno e na diferenciação de papéis e no controle social como processos externos. Para o imperativismo funcional, a resposta está na diferenciação estrutural como processo interno e na especificação normativa e nas transações com o ambiente como processos externos. Processo deescolha de meios e fins possíveis para a ação, baseando-se na suposição de que o comportamento humano envolve, necessariamente, processos volitivos, não importando que o ator seja indivíduo, coletivo ou sistema cultural.
Os meios empregados não podem ser concebidos como escolhidos randomicamente ou como completamente dependentes das condições da ação, mas sempre como sujeitos à influência de um "fatorseletivo independente determinado", que precisa ser conhecido para a compreensão de um curso de ação concreto. Dessa formulação depreende-se que os termos fator seletivo independente determinado ou simplesmente norma e situação são básicos para a compreensão da análise parsoniana da escolha humana e, portanto, da ação social. No que se refere a duas normas específicas, a racionalidade econômica e...
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