Acessibilidade

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  • Publicado : 18 de novembro de 2012
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A ACESSIBILIDADE
NA VISÃO DE UMA EDUCADORA E DEFICIÊNTE FISICA.


Josy Maria*
Marília Rodrigues*
Paula Câmara*
Priscilla Ribeiro*
Sara Parente*
Verbênia Rodrigues*



RESUMO

O presente trabalho tem como proposta entender sobre como a falta de acessibilidadedificulta a vida de pessoas com deficiência, por não apresentar um espaço adequado para sua circulação. Na contemporaneidade, muita coisa vem mudando gradativamente e essas mudanças estão fora da realidade das pessoas que precisam se movimentar com autonomia e independência. Notamos também que Fortaleza apresenta pouco acesso em lugares públicos, bem como nos transportes coletivos, terminais e vagasreservadas para pessoas com deficiência. Para compreender melhor essa realidade, entrevistamos uma educadora, deficiente física em virtude de Poliomielite, onde obtivemos um relato à cerca da real situação da nossa cidade, mostrando sua luta desde sua educação, por melhores condições vida e para ter garantido o seu direito constitucional de ir e vir.


Palavras – Chave: Acessibilidade;Realidade; Educação; Direito;



INTRODUÇÃO

Atualmente, muito se ouve falar sobre a inclusão social. O tema tem sido objeto de discussões em diversos debates, do âmbito municipal ao internacional.
O trabalho se propõe discutir experiências vividas por uma educadora que desenvolveu poliomielite aos 8 meses de idade, após ter sido internada por meningite em um hospital publico. Aparalisia comprometeu todo corpo, porém[1] conseguiu recuperar o lado direito através de fisioterapia. Atualmente não tem habilidade com a mão e perna esquerdos.
Natural do interior do Ceará, mudou-se para Fortaleza aos 5 anos de idade com toda família. Terminou o ensino médio aos 23 anos e em seguida, cursou faculdade de pedagogia.
Conta que começou a andar e estudar aos 8 anos de idade eressalta, que em 1981, não tinha acessibilidade, contando com a colaboração de amigos e professores. Nossa entrevistada afirma ter sofrido bulling neste período, mas aprendeu a superar e se defender das piadinhas que faziam ao seu respeito. Em alguns momentos, sentia que estava conseguindo superar suas limitações, mas em outros, não aguentava mais. Não gostava de pedir favores para os outros enem de ser estigmatizada como “a coitadinha.” Por conta disso, sempre tentou andar sozinha, se caia, não desistia, levantava e continuava.
Algumas dessas questões sobre a acessibilidade, chegaram a ser desafiantes para a jovem educadora, mas teve muita força de vontade para continuar lutando e defendendo os direitos do deficiente físico. Iremos abordar sobre a falta ou falsa acessibilidadeem locais, como shoppings, bares, supermercados, como também relatar as representações sociais, preconceitos, estigmas e em que a educação pode contribuir para potencializar esse sujeito.

1) UMA VISÃO CRITICA SOBRE ACESSIBILIDADE

A acessibilidade se constitui em uma das mais antigas e legitimas reinvidicações das pessoas portadoras de deficiência. E por mais que já haja leis epolíticas públicas que garantam o direito da acessibilidade aos portadores de deficiência, infelizmente ainda não há uma acessibilidade garantida e generalizada para todos os tipos de deficiência.
Segundo Nunes (2010) a questão de acessibilidade no Brasil começou a ser discutida no final da década de 80, decorrente de movimentos sociais liderados por pessoas com deficiência por todo o mundo, numatentativa de alertar a sociedade sobre as barreiras físicas e arquitetônicas das cidades, incitando também a eliminação das já existentes, assim como daquelas porventura presentes nos projetos de construção de ambientes e de utensílios elaborados por arquitetos, engenheiros, etc.
A partir daí, vários projetos foram sendo desenvolvidos ao decorrer dos anos para tentar suprir essa...
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