Aautocracia burguesa

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  • Publicado : 25 de agosto de 2012
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A autocracia burguesa e o mundo da cultura afirmaram uma tendência de desenvolvimento econômico-social político que acabou de modelar um novo país O desastre nacional em que se resume o saldo da ditadura para a massa do povo brasileiro desenhou uma sociedade de característica muito distinta das existentes naquela que triunfou o golpe de abril. O processo que acabou de dar forma e substancia aeste país novo ainda não estava inteiramente elucidado, trata-se de um processo global e unitário, uma unidade de diversidade, diferencias, tensões, condições. Nele se imbricam, engrenam, e colidem ventores econômicos, sociais, políticos (e geopolíticos),culturais,ideológicos.Numa ótica de tratamento sistemático,parece ser absolutamente imprescindível para estabelecer com alguma procedência ascondições em que ,no mesmo período se desenvolveram ou não certas tendências, paradigmas e linhas de reflexão no Serviço Social. Nunca escapou da sociedade brasileira que sua emergência inseriu-se num contexto que transcendia largamente as fronteiras do país. A finalidade de uma contra- revolução preventiva era tríplice com seus objetivos particulares intima e necessariamente vinculados Adequar aospadrões de desenvolvimentos nacionais e de grupos de países ao novo quadro,ao inter-relacionamento econômico capitalista.Os resultados gerais da contra-revolução preventiva a partir da segunda metade da década de sessenta:com uma nova integração,mais dependente ao sistema capitalista:como Morel (1965),imaginava que os golpes começavam nas metrópoles do capital monopolista internacional.A significação dogolpe de abril,sem menosprezo de contextualidade internacional da contra-revolução preventiva deve ser buscada na particularidade histórica brasileira.O modelo de desenvolvimento emergente suponha um crescimento acelerado da capacidade produtiva e do setor de bens duráveis de consumo e,notadamente,um financiamento que desdobrava as disponibilidade do capital nacional (privado) e estrangeiro jáinvestido no país;em suma na entrada dos anos sessenta , a dinâmica endógena do capitalismo no Brasil, alcançando-se a um padrão diferencial de acumulação, punha na ordem do dia a redefinição de esquemas de acumulação (e,logo fontes alternativas de financiamento) e a eminência de uma crise.Nos primeiros anos da década de sessenta,contudo,a solução econômica articulada para a consecução do plano demetas viu-se vulnerabilizada politicamente.Entretanto , o suporte político deste arranjo,que parecera estável nos últimos anos da década cinquenta.,passa a sofrer varias erosão entre 1961e1964.Após o fracasso da intentona golpista que cercou a renuncia de Quadros(agosto de 1961),as forças mais expressivas do campo democrático a emersão de amplas camadas trabalhadoras,urbanas e rurais no cenáriopolítico. A ampla mobilização de setores democráticos e populares que encontrava ressonância em vários instancia do aparelho estatal, não caracterizava em quadro pré-revolucionário. Não fora o golpe,é bastante provável que seus desdobramentos se originassem um reordenamento político-social capaz de engendrar uma situação pré-revolucionária;no entanto ,o contexto de participação social ocorrentes entre1961 e1964 não a tipicava.Durante o governo Goulart ,portanto a sociedade brasileira defrontava-se necessariamente com um tensionamento crescente.O desfecho de abril foi a solução política que a força impôs: a força bateu o campo da democracia,estabelecendo um pacto contra-revolucionário e inaugurando o que Florestan Fernandes qualificou como “um padrão composto e articulado de dominaçãoburguesa”.O que o golpe derrotou foi uma alternativa de desenvolvimento econômico-social e político que era virtualmente a reversão do já mencionado fio condutor da formação social brasileira.O movimento cívico militar de abril foi inequivocavelmente racionario-regatou precisamente as piores tradições da sociedade brasileira. A autocracia burguesa: o modelo dos monopólios pode ser sintetizado na...
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