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397 palavras 2 páginas
UNIVERSIDADE DO CONTESTADO – UnC
CURSO: PEDAGOGIA – EAD
DISCIPLINA: Profissão Docente
ACADÊMICA: Mariane Damaso

A EDUCAÇÃO COMO ARTE

A concepção de educação como arte elaborada pelos gregos se estendeu ao mundo romano, sendo retomada posteriormente pelo cristianismo, transmitindo aos tempos modernos importantes transformações, especialmente em relação a concepção da criança e do ser humano em geral. Tal concepção tende a ser abandonada nos séculos XIX e XX, devido ao surgimento de outras concepções, como a da educação como ciência. Conforme Tardif (2002), a arte se baseia em disposições de habilidades naturais e em hábitos específicos, ou seja, em disposições desenvolvidas e confirmadas pela pratica e pela experiência de uma arte especifica. Portanto, nem todos aqueles que desejarem podem ser artistas ou artesãos, para tal é preciso ter certo talento. No entanto, talento sem pratica não serve para nada, considerando que é a pratica que possibilita descobrir o talento e atualiza-lo em operações concretas e obras singulares. O artista não age por agir, sua ação não é sua própria finalidade, ao contrario, ele visa produzir algo, sendo guiado por uma ideia previa em relação ao objetivo a ser alcançado, Ressalta-se que essa ideia não é cientifica, pois seu objeto é contingente e particular. A arte atua sobre materiais singulares, ao passo que a ciência é aplicada ao geral e formal. O que caracteriza as realidades singulares da arte é a sua contingência e sua não necessidade, decorrentes de sua materialidade.
Entende-se então, que a arte de educar corresponde a uma atividade racional que não se fundamenta num saber rigoroso, exige uma capacidade de julgamento em situações de ações contingentes. Esta ação é guiada por uma finalidade que, para os gregos. Residia na ideia de que criança é um ser em processo e, portanto, inacabado, e que o acabamento de tal processo é o adulto. Assim, segundo os antigos, o objetivo da educação não é formar uma criança, mas um adulto.

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