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  • Publicado : 25 de abril de 2013
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1. - Bibliografia
 
        Assis Chateaubriand teve uma infância difícil, marcada por privações e problemas psicológicos devido a uma gagueira incontrolável e uma grande timidez. Foi uma criança magra, gaga e feia, sem a vitalidade dos outros três irmãos Ganot, Jorge e Osvaldo.
       Seu pai foi morar em Belém do Pará, deixando-o aos cuidados do avô materno, Urbano Gondim, que morava emTimbaúba, Pernambuco, onde tinha propriedades. A experiência foi positiva. Chateaubriand melhorou da gagueira e tornou-se menos tímido.
        Aos nove anos, voltou a morar com a família que havia retornado ao Recife, mas ainda não sabia ler. Foi que na época  pertencia ao conselheiro Rosa e Silva e tinha como diretor Arthur Orlando que na época  pertencia ao conselheiro Rosa e Silva e alfabetizadopor um tio e dois amigos do seu pai, Antônio Feliciano Guedes Gondim, Manoel Távora Cavalcanti e Álvaro Rodrigues Santos, quando já tinha dez anos de idade. Antigos exemplares do jornal Diário de Pernambuco serviram-lhe de cartilha.
       No final de 1903, morou um tempo com seu tio e padrinho Chateaubriand Bandeira de Melo, em Campina Grande, Paraíba, onde foi submetido a um programa intensivode estudos para recuperar o tempo perdido.
       Em novembro de 1904, retornou ao Recife e prestou exame no curso de admissão da Escola Naval. Fez o curso secundário no Ginásio Pernambucano e começou a estudar alemão com os frades do convento de São Francisco, tornando-se um leitor compulsivo. Seu primeiro trabalho foi na Gazeta do Norte recortando classificados. Em 1908, ingressou na Faculdadede Direito do Recife indo trabalhar na época como aprendiz de repórter no jornal A Pátria. Trabalhou também no Jornal do Recife, no Diário de Pernambuco e no Jornal Pequeno, no qual publicou a maior parte de suas reportagens no Recife.
       Em 1913, aos 21 anos, bacharelou-se em Direito. Ao formar-se já era editor e redator-chefe do Diário de Pernambuco, que na época  pertencia aoconselheiro e tinha como diretor Arthur Orlando.
       Em 1915, tentando buscar novos horizontes, foi para o Rio de Janeiro, então a capital do Brasil. Naquela cidade fez muitas amizades, inclusive com pessoas influentes. Colaborou nos jornais A Época, Jornal do Comercio, Correio da Manhã, do Rio de Janeiro e também na edição vespertina do Estado de São Paulo.
       Seu sonho era “adquirir um jornal, comoprimeiro elo de uma cadeia”. Para conseguir o dinheiro, instalou uma banca de advocacia e com seu bom relacionamento com pessoas importantes, conseguiu vários clientes e ações.
        Foi consultor para leis de guerra no Ministério das Relações Exteriores, no governo Nilo Peçanha, mas deixou o cargo para ser redator-chefe do Jornal do Brasil.
        Em 1919, depois de deixar o Jornal doBrasil foi convidado para ser correspondente internacional na Europa, trabalhando para o Correio da Manhã, do Rio de Janeiro. Viajou pela Suíça, Inglaterra, França, Holanda, Itália e Alemanha, obtendo sucesso jornalístico e pessoal.
        Em setembro de 1924, adquiriu O Jornal, do Rio de Janeiro, dando início à cadeia nacional de jornal, rádio e   televisão dos Diários Associados, que iria revolucionaro jornalismo brasileiro, inovando a imprensa, modernizando equipes, processos e veículos. 
       Chatô, como alguns o chamavam, tornou-se uma personalidade conhecida no Brasil e no exterior, respeitado e temido pelos poderosos. Participou de todas as grandes campanhas de opinião de seu tempo.
       Em 1934, incorporou a sua cadeia o Diário de Pernambuco, o jornal mais antigo em circulação naAmérica Latina, onde havia iniciado sua carreira de jornalista.
        
Além dos Diários Associados chegou a possuir dez fazendas agropecuárias e laboratórios farmacêuticos. Além de empresário de sucesso, foi um incentivador da cultura e da arte brasileiras. Criou o Museu de Arte de São Paulo, o MASP e ocupou a cadeira nº. 37, da Academia Brasileira de Letras. No campo da política,...
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