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A concepção da Educação como instrumento da opressão. Seus pressupostos, suas crítica.

O de serem fundamentalmente narradoras, dissertadores. Há uma quase enfermidade da narração. A tônica da educação è preponderantemente esta - narrar, sempre narrar. Quando não falar ou dissertar sobre algo completamente alheio à experiência existencial dos educando vem sendo realmente, asuprema inquietação desta educação. O educando fixa, memorizada, repete, sem percebe o que realmente significa quatro vezes quatro.
A narração, de que educador è o sujeito, conduz os educados à memorização mecânica do conteúdo narrado. Mais ainda, a narração os transforma em “vasilhas”,em recipientes a serem “enchidos”pelo educador.Quanto mais vá “enchendo”os recipientes com seus “depósitos”,tantomelhor educador será.Quanto mais se deixem docilmente “encher”,tanto melhores educandos serão.
Desta maneira, a educação se torna um ato de depositar, em que os educandos são os depositários e o educador o depositante. Memorizam e repetem. Eis aí a concepção ‘bancária “da educação, em que a única margem de ação que se oferece aos educandos é a de receberem os depósitos, guardá-los e arquivá-los”.No fundo, porém, os grandes arquinados são os homens, nesta (na melhor das hipóteses) equivocados concepção “bancária” da educação. Não há saber. Só existe saber na invenção, na reinvenção, na reinvenção, na busca inquieta, impaciente, permanente, que os homens fazem no mundo e com os outros. Busca esperançosa também.
Na visão “bancária” da educação, o saber é “saber” é uma doação dos que julgamsábios aos que julgam nada saber,Doação que se funda numa das manifestações instrumentais da ideologia da opressão.O educador, que aliena a ignorância, se mantém em posições fixas, invariáveis. Será sempre o que sabe, enquanto os educandos serão sempre os que não sabem. A rigidez destas posições nega a educação e o reconhecimento como processos de busca. Mas não chegam,nem sequer ao modo doescravos naquela dialética,a descobrir-se educadores do educador.
Educação libertadora está no seu impulso inicial conciliador. Daí que tal forma de educação implique a superação da contradição educador- educandos,de tal maneira que se façam ambos,simultaneamente,educadores e educados.Na concepção “bancária”que estamos criticando, para a qual a educação é o ato de depositar,de transferir,detransmitir valores e conhecimento,não se verificar nem pode verificar –se esta superação.Saber que deixa de ser de “experiência feito” para de ser experiência narrada ou transmitida.
Não e de estranhar, pois que nesta visão “bancária” da educação, os homens sejam vistos como seres da adaptação, do ajustamento. Quanto mais se exercitarem os educandos no arquivamento dos depósitos que lhes sãofeitos, tanto menos desenvolverão si a consciência críticas de que resultaria a sua inserção no mundo, como transformadores dele, como sujeitos. ”bancária” anula o poder criador dos educandos ou minimizar, estimulando sua ingenuidade e não sua criticidades,Por isto mesmo é que reagem,até instintivamente,contra qualquer tentativa de uma educação estimulante do pensar autêntico,que não se deixa emaranharpelas viso um ponto a outro,ou um problema a outro.Na verdade,o que pretendem os opressores” é transformar a mentalidade dos oprimidos e não a situação que os oprime “e isto para que,melhor adaptando –os a esta situação,melhor os dominem.
Para isto se servem da concepção e das práticas “bancaria” de educação, a que juntam toda uma ação social de caráter partemalista,em que os oprimidos recebemo nome simpáticos de “assistidos”.São casos individuais,meros “marginalizados”,que discrepam da fisionomia geral da sociedade.”esta é boa,organizada e justa.
Os oprimidos, como casos individuais, são patologia da sociedade sã, que precisa, por isto mesmo, ajusta- lós a ela, mudando- lhes a mentalidades de homens ineptos e preguiçosos. “Na verdade, poremos chamados marginalizados, que são os...
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