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Os problemas detectados no sistema educacional brasileiro motivaram governo e sociedade a buscarem na avaliação institucional as respostas às carências e urgências reveladas pelo “Provão” e, mais recentemente, pelo “ENADE”. Assim sendo, o livro de Roberto Boclin é oportuno, pois, apresenta um roteiro sobre o processo metodológico da Avaliação Institucional. Contribui tanto para o desenvolvimento do estado da arte de alunos e professores que pretendem pesquisar o tema em pauta, como para gestores e implementadores de políticas educacionais, que executam esse tipo de avaliação.
O trabalho de Roberto Boclin é descritivo e, como ele próprio define, tem por objetivo “construir um modelo de autoavaliação para instituições do ensino superior, baseado em indicadores de desempenho selecionados, visando à implantação de um processo permanente de aprimoramento da qualidade administrativa, financeira e acadêmica”. Nasceu, justamente, no momento em que governo e sociedade debatiam sobre a nova Reforma Universitária, visando um ensino superior de qualidade e que refletisse o processo de desenvolvimento socioeconômico do país. Nesse contexto, a Avaliação Institucional tem gerado muita polêmica e resistência no ensino superior. Por isso, trata-se de uma temática instigante, a começar pelo título Avaliação Institucional: Quem acredita?
O autor, com base em sua experiência de professor e gestor, inicialmente, conta a história da Reforma Universitária destacando pontos de discórdia e as muitas distorções no sistema; e, ao longo da obra, apresenta razões conjunturais e técnicas que envolvem a relevância da Avaliação Institucional, dividindo a obra em sete capítulos.
No primeiro capítulo, Boclin faz uma radiografia sobre os problemas do ensino superior, priorizando como categorias de análise o controle, a autonomia e a qualidade. Destaca a dificuldade do governo para introduzir uma cultura de avaliação no sistema educacional, posto que a avaliação é entendida como testagem geral de

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