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INDIVIDUALISMO, BEHAVIORISMO E HISTÓRIA




TOURINHO, Emmanuel Zagury. Bolsista CAPES/PICD: Departamento de Psicologia Social e Escolar. 1993. 9f. Universidade Federal do Pará, Pará.


Na contemporaneidade, o individualismo é tema de discussão entre as ciências humanas e sociais. Embora pareça ter uma história bastante significativa dentro do curso da humanidade.
Apesar do bem estar doindivíduo ser um objetivo do governo, só ele pode alcançar a piedade e a salvação criando o seu próprio destino. Seja no campo religioso, na expectativa do homem renascentista ou na “soberania” do homem moderno, o individualismo ocupa posição particular no sistema no qual está inserido, mais não se trata do individualismo que nos é familiar. As primeiras sociedades, sob o controle da Igreja,diretamente ligada ao Estado conduziam o indivíduo à busca da autonomia e independência fora do mundo social como condição para ao desenvolvimento espiritual. Na Renascença o indivíduo almeja a singularidade, auto-responsabilidade, a liberdade, logo, busca a individualidade, sua singularidade. Na modernidade, o homem procura libertar-se do controle das instituições políticas, econômicas ereligiosas, se auto-afirmando perante a sociedade, lugar da individualidade e da igualdade universal.
O individualismo, mesmo tendo uma construção histórica é parte integrante do objeto cientifico da cultura moderna, atribui realizações ao indivíduo particular sem que ele dependa de terceiros, sendo que o indivíduo desde seu nascimento poderia usar de sua razão, a qual só é usada com o desenvolvimento damaturidade, assim o sujeito singular é capaz de raciocinar e construir suas próprias respostas, sem a necessidade das opiniões alheias.
Só a partir da modernidade é que o indivíduo particular assume a subjetividade, a base para o estabelecimento das novas certezas, e o palco para que possa distinguir a verdade do erro, inteiramente auto-suficiente. Está responsável pelo conhecimento. Mas paraalguns estudiosos só a experiência é capaz de desenvolver este conhecimento em cada indivíduo particular, a valorização do sujeito singular se forma após o período Renascentista até a atualidade, descobrindo criticamente a sociedade contemporânea.
A individualidade vai despertar para a conscientização da liberdade e da igualdade. A igualdade vista como um fator da justiça social e não individual,a concepção de que o indivíduo adquire conhecimentos por si só pode ser questionada porque ao mesmo tempo em que a liberdade é um direito do indivíduo, o que nos possibilita fazer nossas escolhas e prover os nossos desejos, estamos presos à medida que todas as ações entre sujeitos e objetos são mediadas pelo sistema. Skinner comenta que justiça significa evitar o egoísmo ético completamentealienado do interesse público, o individualismo e o sistema explorador. Mas, aparentemente, deixa subentendido que não é incompatível com o altruísmo interessado. Sendo assim, o conceito skinneriano de justiça implica o ponto de vista prudencial, o que o expõe a critica, porque se, por um lado, é um conceito com os méritos de evitar o individualismo e os sistemas opressivos, por outro lado, parececolocar-se na contramão da moralidade.
Segundo Skinner o comportamento humano se manifesta pelo resultado da interação entre organismo e ambiente que vivemos, tais como: personalidade, cultura, expectativas, papéis sociais e experiências. Skinner refere-se a “literatura da liberdade” como um controle da liberdade individual, nos estados mentais ou sociais, dificultando a compreensão da naturezadas relações do reforçamento positivo, vivendo este indivíduo com um “sentimento de liberdade”. O indivíduo é sempre manipulado pelo governo com formas criadas para fazer com que se sinta livre, porém inconsciente de suas ações.
Conhecer é interagir com parcelas do mundo de modos específicos, a partir de uma história ambiental particular, não há um arquivo a ser consultado na subjetividade; o...
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