O espaço em dom casmurro

955 palavras 4 páginas
O espaço em que se encontrava o Brasil na segunda metade do século XIX era o Império, alicerçado na escravidão e com uma relativa modernização. A obra, da mesma forma que em outras publicações, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, pertence ao Realismo brasileiro.
Como uma obra realista, Machado faz uma demonstração da sociedade, mostrando sua fragilidade e criticando suas principais instituições de uma maneira mais universal. Os valores burgueses ainda eram fortes, como o matrimônio e a fidelidade conjugal, mas nem por isso deixava de haver traições, adultérios, flertes, especialmente nas relações sociais da burguesia nacional incipiente e na aristocracia decadente.
A história narrada por Bentinho passa-se inicialmente em Itaguaí, cidade fluminense a aproximadamente setenta quilômetros da Capital, onde a família do mesmo possuía uma fazendola e alguns escravos, que foram vendidos após a morte de Pedro de Albuquerque, Deputado Imperador, pai de Bentinho, quando D. Glória decidiu mudar-se para um lugar perto da Igreja onde fora sepultado.
Após a tal morte, a família de Casmurro muda-se para o Rio de Janeiro, Capital, onde estava o eixo econômico do país. Na cidade foram narrados diversos lugares, ruas, bairros, praças, teatros, salões de bailes, que indicam à época Imperial. Um dos lugares que é citado por Bento Santiago é a ópera, lugar onde somente pessoas de uma classe social mais elevada participavam, indicando, desta forma, seu aspecto burguês.
Sabe-se que a classe dominante em todo esse período, e até depois, era a aristocracia rural. A fonte de renda dessa camada social média pode ser tanto o aluguel de escravos, quanto a propriedade imobiliária. “Fez os recados todos, pagou contas, recebeu aluguéis de casa;” Neste trecho podemos visualizar um roteiro de um pequeno momento de José Dias, o agregado, receber o aluguel, como visto acima, era uma das principais formas de renda.
Já no segundo capítulo do livro, “O Livro”, Bentinho diz: “Vivo só, com um

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