GODOI, Emília P. de. Trabalho da memória: cotidiano e história no sertão do Piauí. Campinas/SP: Editora da UNICAMP,

2167 palavras 9 páginas
GODOI, Emília P. de. Trabalho da memória: cotidiano e história no sertão do Piauí. Campinas/SP: Editora da UNICAMP, 1999. p. 15 – 39 & 144 – 151.

‘“A questão central tratada neste livro é a ocupação e reprodução camponesa de uma área do sertão do Piauí. O estudo foi realizado nos povoados de Rua Velha, Barreiro Grande, Barreirinho e Zabelê, num momento em que os camponeses, sentindo a pressão sobre seu território, ativam sua memória coletiva. Essa memória passa a atuar como criadora de solidariedade, produtora de identidade e portanto de imaginário, erigindo regras de pertencimento e exclusão que delimitam as fronteiras sociais do grupo. O fio condutor, portanto, é trabalho da memória, apreendido através do “filtro” fornecido pelos próprios camponeses: a história da ocupação do grupo” (p. 15). “O Nordeste, como é sabido, comporta grande diversidade. Diversidade [...] [não só marcado pelos aspectos naturais, mas também] pela organização dada ao espaço pelo homem, pelos meios disponíveis de reprodução socioeconômica e pelos arranjos que os homens fazem entre si ao dispor desses meios. Assim, surgiu, desde o período colonial, a dualidade consagrada pelos nordestinos e expressa em dois sistemas de exploração agrária diversos, que se complementam economicamente, mas que política e socialmente se contrapõem: o nordeste da cana-de-açúcar e o nordeste do gado. Entre um e outro, o nordeste da pequena propriedade e da policultura (p. 21). [Quatro divisões na região: a Mata; Agreste; Sertão e Meio Norte] “Foi na zona sertaneja que empreendeu esse trabalho” (p. 21). “O domínio privilegiado nas analises sobre sociedades camponesas tem sido, sistematicamente, o econômico [...]” (p. 22). “[..] as configurações camponesas mais estudadas no Nordeste são aquelas que se encontram em uma região que forma parte do sistema de desenvolvimento da capitalismo, ou seja, a zona do plantation açucareira [...]” (p. 22).
“A mudança das preocupações que orientam os estudos

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