O USO DA ENTREVISTA E DA OBSERVAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Páginas: 7 (1730 palavras) Publicado: 23 de setembro de 2014
Desenvolvendo Rapport

O rapport é o sentimento de harmonia e confiança que deve existir entre o paciente e o clínico. A partir dele, é possível ter uma entrevista de melhor qualidade. A postura é muito importante. Manter a simpatia ao invés daquela pose de rosto pétreo deixa o paciente mais a vontade. Manter o contato visual e mostrar-se atento e empático. (MORRISON, 2010)
O terapeuta deveficar a tento a seus próprios sentimentos, o objetivo é expressar empatia, portanto os sentimentos devem ser monitorados constantemente, pois eles podem influenciar na capacidade de fazer uma avaliação precisa, o terapeuta deve estar consciente da natureza e das fontes de seus sentimentos, principalmente quando algo o incomoda. (MORRISON, 2010)
É importante usar um linguajar ao qual o pacienteesteja acostumado, dependendo do caso não ser muito formal. Utilizar os termos que o paciente já tenha utilizado também é uma boa estratégia. Procurar envolver o paciente nas discussões para que ele tenha uma participação na escolha e resultado do tratamento, e não deixar aquela imagem de um terapeuta autoritário que decide pelo paciente. (MORRISON, 2010)


Entrevistando Informantes:

Em algumassituações é importante buscar informações com outras pessoas além do paciente. Alguns pacientes podem esconder detalhes por sentirem vergonha, outros com algum tipo de transtorno terão dificuldades de relatar suas informações. (MORRISON, 2010)
Para falar com os amigos ou familiares do paciente é preciso pedir permissão antes, deve ser mantido a confidencialidade, isto é, explicar ao sujeito quenão irá expor informações que ele não deseje que os outros saibam para garantir a confiança. Se necessário, realizar a entrevista junto com o paciente, mas ainda é importante tentar entrevistar separadamente. (MORRISON, 2010)
É importante escolher um informante que conheça bem o paciente, geralmente a pessoa mais próxima, mas, se o objetivo for investigar algo em relação à sua infância, porexemplo, deve buscar alguém que o acompanhou muito durante este período, geralmente os pais ou os avós. (MORRISON, 2010)
Mesmo que ao entrevistar um informante, o terapeuta não consiga novas informações, uma entrevista aberta pode ajudar a responder perguntas sobre como a família entende a doença, o que o paciente contou sobre os sintomas, se o paciente distorceu as palavras do terapeuta, etc.(MORRISON, 2010)


História Pessoal e Social

Os profissionais da saúde não tratam de doença, mas sim de pessoas e, por isso é necessário saber o contexto das queixas de seus pacientes, através da origem familiar e outros dados biográficos que podem ajudar. (MORRISON, 2010)
Tentar fazer uma linha do tempo com as informações desde quando criança até a vida atual, investigar temas como família,escola, histórico militar, histórico ocupacional, religião, saúde, situação residencial, etc. Tudo o que pode proporcionar o terapeuta a ter uma base geral da vida do paciente, por tudo o que passou, o que pensa, como ele se vê, como os outros o veem e etc. (MORRISON, 2010)
Estas informações serão necessárias para identificar se o paciente possui algum tipo de transtorno de personalidade e também,durante a entrevista, a observação da postura e de seu comportamento podem revelar informações importantes. Caso haja uma suspeita deste tipo, é importante eliminar qualquer possibilidade de ser causada por algo como stress do trabalho, um problema conjugal, histórico de abuso sexual e outros. (MORRISON, 2010)

Encontrando Resistência

Alguns pacientes apresentam resistência em passar informaçõescompletas. Trata-se de qualquer tentativa consciente ou inconsciente de evitar um tópico de discussão, sendo assim, alguns irão utilizar de algumas estratégias até mesmo para evitar a terapia: atrasos, pouco contato visual, ficar olhando para o relógio, anteder o celular, bocejar, o esquecimento, contradizer o que já havia falado, mudar de assunto, silêncio e outros. (MORRISON, 2010)
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