O Tronco do Ipê

Páginas: 7 (1638 palavras) Publicado: 20 de outubro de 2013
BIOGRAFIA DO AUTOR

José de Alencar
José de Alencar (J. Martiniano de A.), advogado, jornalista, político, orador, romancista e teatrólogo, nasceu em Messejana, no Ceará, em 1º de maio de 1829, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de dezembro de 1877. É o patrono da Cadeira n. 23, por escolha de Machado de Assis.
Entre 1837-38, em companhia dos pais, viajou do Ceará à Bahia, pelo interior,e as impressões dessa viagem refletir-se-iam mais tarde em sua obra de ficção. Transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro, onde o pai desenvolveria carreira política e onde frequentou o Colégio de Instrução Elementar. Em 1844 vai para São Paulo, onde permanece até 1850, terminando os preparatórios e cursando Direito, salvo o ano de 1847, em que faz o 3º ano na Faculdade de Olinda. Formado,começa a advogar no Rio e passa a colaborar no Correio Mercantil, convidado por Francisco Otaviano de Almeida Rosa, seu colega de Faculdade, e a escrever para o Jornal do Comércio os folhetins que, em 1874, reuniu sob o título de Ao correr da pena. Redator-chefe do Diário do Rio de Janeiro em 1855. Filiado ao Partido Conservador, foi eleito várias vezes deputado geral pelo Ceará; de 1868 a 1870,foi ministro da Justiça. Não conseguiu realizar a ambição de ser senador, devendo contentar-se com o título do Conselho. Desgostoso com a política passou a dedicar-se exclusivamente à literatura.
 Em 1856, publicou o seu primeiro romance conhecido: Cinco minutos. Em 1857, revelou-se um escritor mais maduro com a publicação, em folhetins, de O Guarani, que lhe granjeou grande popularidade. Daí parafrente escreveu romances indianistas, urbanos, regionais, históricos, romances-poemas de natureza lendária, obras teatrais, poesias, crônicas, ensaios e polêmicas literárias, escritos políticos e estudos filológicos.
 Em 1866, Machado de Assis, em artigo no Diário do Rio de Janeiro, elogiou calorosamente o romance Iracema, que fora publicado no ano anterior. José de Alencar confessou a alegriaque lhe proporcionou essa crítica em Como e porque sou romancista, onde apresentou também a sua doutrina estética e poética, dando um testemunho de quão consciente era a sua atitude em face do fenômeno literário. Machado de Assis sempre teve José de Alencar na mais alta conta e, ao fundar-se a Academia Brasileira de Letras, em 1897, escolheu-o como patrono de sua Cadeira.


Foco NarrativoPrimeiro Capítulo

A narrativa é feita em primeira pessoa, chamado narrador personagem: além de contar a história em primeira pessoa, faz parte dela, sendo por isso chamado de personagem. É marcado por opiniões em relação aos fatos ocorridos. A narrativa é dotada de características emocionais daquele que narra. Esse tipo de personagem tem visão limitada dos fatos, de modo que isso pode causar umclima de suspense na narrativa. O leitor vai fazendo suas descobertas ao longo da história junto com a personagem.

Ex1. Aproximei-me para pedir-lhe água mais fresca do que a do rio. Mostrou-me um fio cristalino que manava da rocha viva e deu-me excelentes limas e laranjas.

Ex2. — Que quer dizer isto, pai? perguntei-lhe eu apontando para as cruzes.
O velho soabriu os olhos, toscanejando, emurmurou com a voz cava:
— Boqueirão!...
Como bem se presume, não entendi.
— Você vive só, neste lugar?
Levantando as mãos, invocou o céu em testemunho de seu isolamento; e outra vez resmoneou como um eco roufenho:
— Boqueirão!...
Dessa vez julguei compreender. O velho estava caduco


O Resto Do Livro

A narrativa é feita em terceira pessoa, chamado narrador oniciente: Ele conhece tudosobre os personagens e sobre o enredo, sabe o que passa no íntimo das personagens, conhece suas emoções e pensamentos.

Ex1. A alma de D. Alina se expandira vendo o primeiro fermento da cólera da baronesa. Há naturezas assim, que se deleitam com a destruição; espécie de abutres morais, vivendo da dissolução da família e da sociedade. Aquele caráter pertencia a esta classe; tinha o instinto da...
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