O sertão está em toda parte: glauber rocha e a literatura oral

Páginas: 6 (1394 palavras) Publicado: 26 de outubro de 2011
Universidade Estadual de Feira de Santana
Departamento de Letras e Artes
Licenciatura em letras com língua estrangeira

LARISSA RODRIGUES SANTOS

RESENHA: NAGIB, Lúcia. O sertão está em toda parte: Glauber Rocha e a literatura Oral

Feira de Santana
2008
LARISSA RODRIGUES SANTOS

RESENHA: NAGIB, Lúcia. O sertão está em toda parte: Glauber Rocha e a literatura OralResenha apresentada à disciplina Literatura e outras linguagens, ministrada pelo Profº. Drº. Cláudio Cledson Novaes, do curso de Letras, como requisito de avaliação.

Feira de Santana
2008

NAGIB, Lucia. O sertão está em toda parte: Gauber Rocha e a Literatura Oral.

O Cinema Novo brasileiro se desenvolveu na esteiras dos “novos realismos” .

Aautora Lúcia Nagib inicia sua argumentação acerca da cinematografia de Glauber Rocha fazendo um desenvolvimento do momento histórico mundial que veio a influência o Movimento do Cinema Novo.
O mundo vivia a angustia provocada pela 2ª Guerra Mundial, quando em mais uma das contradições dialéticas começa a surgi novas formas de cinema , tendo seu eixo principal na Europa.
A autorautiliza como objeto de fundamentação a tendência cinematográfica de “nouvelle vague francesa”. Essa nova tendência cinematográfica tem como uma de suas características: o seu elevado grau de intelectualismo, uma ligação próxima com a literatura e ser um cinema que se dissolvem como forma narrativa única (utilizando técnicas procedentes de outras áreas artísticas).
Devido a grande proximidadedessa geração com a linguagem escrita muitos teóricos apontaram o momento histórico vivido pelo avanço tecnológico e o declínio do cinema americano nos anos 50 como fator determinante para que esses jovens se desviassem Segundo Nagib. “Os novos cinemas podem ser vistos como uma forma em crise, por um lado extremamente dependente do improviso e do documental e, por outro, repleta deauto-reflexividade, técnicas de distanciamento e citações.” O “Cinema Novo Brasileiro” não fugiu a essas características, mas obteve sua singularidade.
A autora depois da contextualização começa a toca na figura do cineasta brasileiro Glauber rocha, fazendo um pequeno relato biográfico, o relacionando com a geração mundial da qual faz parte.
“Glauber teve o inicio típico dos cineastas da suageração. Saiu dos quadros universitários, lançando-se na critica antes de começar propriamente a rodar filmes. A escrita foi uma atividade de que jamais abandonou, tendo legado uma produção abundante... Também tipicamente, seus filmes são “cultos”, ou seja, ao mesmo tempo se apropria de outras artes, em particular da música, do teatro e da literatura”.
Glauber era mensageiro da “imagemverdadeira”, procurava reconstruir a identidade individual e nacional. Para atingir seus objetivos, praticava uma fotografia documental, próxima ao máximo possível do real e do contemporâneo, ainda que de forma ásperas, ou não condizente com os padrões convencionais de beleza.
“As marcas da devastação da guerra na paisagem européia encontraram no Brasil a correspondência das imagens do sertãonordestino, minado pela seca e pela fome”.
O caso brasileiro se distingue talvez do europeu porque não caminha inexoravelmente, como este, para o esvaziamento da narrativa, a impossibilidade de se contar historias e os exercícios puramente formais. A redescoberta da “realidade brasileira” promovida por Glauber e seus colegas do Cinema Novo vai além do espírito de denúncia da condição dosoprimidos, estimuladas pelas esperanças políticas e revolucionarias de então: significa também o reencontro com uma cultura que ainda preserva o potencial narrativo do mito. Portanto no Brasil mantinha-se e ainda se mantém uma tradição de oralidade pela qual seria possível restaurar a capacidade narrativa.
Para Benjamim, a (re)descoberta desse nicho de experiências transmitidas boca a boca é...
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