O PENSAMENTO URBANISTA NO SÉCULO XIX

Páginas: 11 (2538 palavras) Publicado: 17 de novembro de 2014
O PENSAMENTO URBANISTA NO SÉCULO XIX
Texto extraído de:
BENEVOLO, Leonardo. História da Cidade.
Cidade São Paulo, Perspectiva, 2005.

O ambiente da revolução industrial
Na segunda metade do sec. XVIII a revolução industrial muda o curso dos
acontecimentos na Inglaterra e, a seguir, no resto do mundo.
Fatos principais sobre o ambiente construído:
1- Aumento da população com a diminuiçãodo índice de mortalidade.
2- Aumento dos bens e serviços produzidos pela agricultura, indústria e
atividades terciárias por efeito do progresso tecnológico.
3- Estabelecimento de um círculo ascendente,
ascendente aumento da população que exige
bens e serviços mais abundantes.
4- Redistribuição dos habitantes no território e crescimento das cidades.
cidades
5- Desenvolvimento dos meios decomunicação: estradas pedagiadas, canais
navegáveis, estradas de ferro.
6- A rapidez de mudanças não permite mais um equilíbrio estável “nenhum
nenhum
problema é resolvido definitivamente e arranjo nenhum pode valer por tempo
indeterminado”.
indeterminado Isso também vale para as edificações, pois o terreno passa a
ser um bem independente.
7- Liberalismo econômico – tendência em desvalorizaro controle público. A
economia deve ter liberdade para regular todas as atividades:
O interesse da classe dominante é ter total liberdade de ação. O que
inclui participar da atividade imobiliária, negócio que se torna extremamente
lucrativo com o crescimento populacional das cidades.
Algumas desvantagens de ordem física tornam insuportável a vida das
classes subalternas e começam a ameaçaro ambiente de outras classes:
submoradias, doenças contagiosas, etc.
Assim representantes de classes dominantes e das classes subalternas
(os radicais e os socialistas) propõem novas formas de intervenções públicas
para corrigir gradualmente ou recomeçar do início as mazelas desse novo
ambiente urbano.

1

Benévolo identifica dois tipos de propostas para melhorar as cidades:
1- Asprimeiras tentativas de intervenção do ambiente construído por meio das
reformas setoriais.
setoriais.
2- As alternativas para construir
construir outra realidade,
realidade idealizada em livros, postas em
prática como experiências construídas, longe das cidades existentes.
No 1º caso – a estrutura física formada na Idade Média já não suporta os novos
parâmetros, sendo abandonada pelas classesmais abastadas. As velhas casas
são ocupadas, então, pela população pobre e recém-chegada do campo.
Na 1ª metade do século XIX todos os inconvenientes se mostram claros às
cidades:
a) “periferia... um território livre onde se somam um grande número de iniciativas
independentes: bairros de luxo, bairros pobres, indústrias, depósitos,
instalações técnicas.
b) “Num determinado momento essasiniciativas se fundem num tecido
compacto, que não foi, porém, previsto e calculado por ninguém.” P.565
c) “Perde-se a homogeneidade social e arquitetônica da cidade antiga.” P.565
d) A individualização familiar cresce como padrão de comportamento para todas
as classes, com modelos diferentes de moradia. Mas a casa isolada é o modelo
predominante.
e) O caos do sistema que se mostrainsuficiente para os refugos, esgoto,
trânsito, barulho e fumaça das fábricas.
Benévolo classifica esse “ambiente desordenado e inabitável” de Cidade
Liberal,
iberal resultado de muitas iniciativas públicas e privadas nãonão-reguladas e nãonãocoordenadas.
coordenadas
O segundo modelo é chamado por ele de Cidade PósPós-liberal,
liberal quando
nascem propostas revolucionárias para mudar a organizaçãosocial e a
organização dos conjuntos habitacionais.

2

A cidade póspós-liberal
A revolução de 1848 deixa em crise a esquerda, derrotada, e a direita
(regimes liberais da 1ª metade do séc. XIX).
Os primeiros não acreditam mais em reformas setoriais; os socialistas
científicos Marx e Engels publicam o Manifesto do Partido Comunista em 1848.
Owen e Fourier são considerados utópicos....
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