O Nacionalismo na economia politica

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O NACIONALISMO NA ECONOMIA POLÍTICA E UM ESTUDO SOBRE O CASO BRASILEIRO DE 1930-60

TEORIA NACIONALISTA
A teoria nacionalista na Economia Política Internacional relaciona-se à subordinação da economia à segurança e ao poder do Estado. Ao contrário dos teóricos liberais que defendem uma interdependência econômica entre os Estados, para os nacionalistas o comércio internacional gera conflitos interestatais onde, no dizer de Jackson e Sorensen (2003, p.245), “o ganho de um Estado significa a perda de outro”.
Para o nacionalismo a busca de poder e riqueza complementam-se, é o que bem deixa claro a sucinta explicação de Jacob Viner (in GILPIN, 2002, p.50) para quem, em linhas gerais, a riqueza é necessária para garantir ao Estado tanto sua defesa como a agressão, ao passo que o poder é ferramenta para garantir riqueza e ambos devem ser objetos das políticas nacionais, havendo, consequentemente, uma harmonia intrínseca à relação entre eles, somente abalada excepcionalmente, quando seja necessário para garantia da segurança que a economia sofra sacrifícios.
Através da referência acima a respeito dos interesses estatais na manutenção de sua segurança ou na sua ação agressiva, distinguem-se dois tipos de nacionalismo. O considerado “nacionalismo benigno”, praticado por aqueles Estados que salvaguardam o poder econômico como ferramenta para que disponham de recursos capazes de garantir sua defesa frente às ameaças externas. E em distinto polo estão aqueles considerados “nacionalistas agressivos” que fazem uso do poder estatal para expandir sua economia de forma imperialista no cenário internacional, alcançando assim o aumento do poderio nacional sobre demais Estados.
Por estas razões “os Estados precisam se preocupar com ganhos econômicos relativos, porque a riqueza material acumulada por um país poderia servir como base para o poder político utilizado contra outros”. (JACKSON &SORENSEN, 2003, p.246)
A teoria liberal defende a ideia de vantagens comparativas no

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