O livro de Hannah Green

Páginas: 5 (1152 palavras) Publicado: 10 de agosto de 2013
O livro de Hannah Green, “Nunca lhe prometi um jardim de rosas” trata-se da história de uma adolescente de 16 anos que, após uma infância conturbada, foi internada num hospital psiquiátrico durante três anos, acometida pela Esquizofrenia.
A autora pontua algum dos eventos que podem ter contribuído para estruturação da sua personalidade. Um exemplo foi uma cirurgia realizada no interior de suagenitália para extração de um tumor. A rejeição dos vizinhos devido ao preconceito que os mesmos tinham em relação a sua família, a exclusão do colégio por conta de seus comportamentos excêntricos e o fato de, mesmo sendo judia, passar anos em uma colônia de férias anti-semita. Estes são alguns acontecimentos que podem ter sido determinantes para o início de seus delírios em uma tentativa frustradade escapar de uma realidade aversiva à qual não se adaptava.
O quadro patológico da protagonista (Deborah) era caracterizado por delírios elaborados e complexos, onde criou um mundo paralelo com sua própria linguagem e personagens ao qual deu nome de Yr. O alto grau de elaboração destes delírios, de acordo com a psicanálise, está relacionado tanto ao nível cognitivo quanto ao do estadopatológico. Yr pode ser caracterizado pela psicanálise como um delírio de grandeza ambicioso da personagem, já que em seu mundo imaginário, ela, no início do delírio, era tida por todos como uma rainha. Pode-se perceber também delírios de influência e perseguição, onde Deborah era perseguida por personagens imaginários que constantemente exigiam que a protagonista emitisse determinados comportamentos, e emoutros momentos, influenciavam-na decidindo por ela o que deveria ou não ser dito.
Um fato também percebido no desenvolver da história, foi a necessidade angustiante da família em encontrar uma relação contingente entre a interação familiar e a estruturação psicótica de Deborah. A dúvida que perpassa a mente de sua mãe, por exemplo, era “será que faltou amor?”. No entanto, a questão corretapoderia ser, “como Deborah recebeu esse amor?”, como questionou a Dra. Fried (psicanalista de Deborah).
Os pais, ao perceberem que se esgotavam as possibilidades de tratamento, optaram por seguir o conselho de vários médicos internando Deborah numa clínica psiquiátrica. A clínica era dividida em quatro alas, onde as internas eram enquadradas de acordo com o grau de desarranjo mental. Em sua chegadaDébora foi colocada na ala B para pessoas com um grau menos severo de perturbação mental, e pouco violentas, no entanto após uma tentativa de suicídio foi transferida para a ala D, a ala das “perturbadas”, e foi onde encontrou uma certa paz, devido ao fato de ali estar entre pares, e não haver o menor compromisso com as normas sociais que eram para ela tão martirizantes.
Nesse episodio, de tentativade suicídio, podemos perceber uma alteração na intensidade das sensações, “Não sentiu dor, apenas a sensação desagradável causada pela resistência da carne.” Outro delírio percebido é o hipocondríaco por ela afirmar que o tumor, mesmo depois da operação, permanecia dentro de si, só que agora era invisível.
Deborah Blau chegou ao hospital psiquiátrico abalada e desacreditada nas pessoas. Pode-sedizer que isso teve inicio em sua infância. Em sua cirurgia, por exemplo, a frase “não vai doer nada” era algo comum e geralmente sucedido de enorme dores. Também quando em suas visitas aos médicos para encontrar a causa de suas dores constantes eram frustradas e todos passavam a dizer que suas dores eram inventadas. Como conseqüência Deborah passou a não confiar em ninguém, o que mudou após seuencontro com a Dra Fried.
Nesse estado de total descrença nas pessoas, fazia-se essencial alguém que acreditasse que suas queixas não eram uma mera invenção, mas que realmente a martirizavam, carecia de alguém que não ficasse indiferente às suas dores, excentricidades e aos seus gritos de socorro, como foi a sua primeira tentativa de suicídio. Nesse contexto surgiu a Dra Fried, que foi a...
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