O juízo estético de kant

Páginas: 9 (2162 palavras) Publicado: 22 de abril de 2013
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL – UFMS
CLAUDETE FURTADO DA SILVA

O JUÍZO ESTÉTICO DE KANT
Trabalho apresentado ao professor Olívio do curso de filosofia, da matéria de Estética na universidade federal de Mato Grosso do Sul – UFMS.

CAMPO GRANDE
2013
O JUÍZO ESTÉTICO DE KANT
A experiência estética do belo, permite estabelecer uma comunicação entre o mundo fenomênico ounatural (que não é um simples mecanismo mas também pode ser pensado como objeto de uma experiência estética) e o mundo supra sensível, que é o objeto de uma experiência moral. Há um plano da existência humana em que, para o homem, não se trata nem de conhecer cientificamente nem de querer agir moralmente mas, pura e simplesmente, de sentir quer de uma obra artística quer da natureza, é expresso numjuízo a que Kant dá o nome de juízo estético ou juízo de gosto.
O juízo estético é a forma de comunicarmos em palavras e conceitos um sentimento: o sentimento da beleza. O juízo estético exprime o que acontece quando temos uma experiência estética, traduz um sentimento que experimentamos ou vivemos ao contemplar um objeto, por exemplo, uma rosa, ao dizermos: "Essa rosa é bela" é traduzir num juízo umsentimento de prazer que acompanha essa contemplação. Se a experiência da beleza é um sentimento de prazer isso significa que a beleza não é, apesar de poder parecer o contrário, uma propriedade objetiva das coisas e que o juízo estético é reflexionante. Será essa a primeira das suas características a ser esclarecida.
O juízo estético é um juízo reflexionante, quando eu digo que algo é beloestou a transmitir uma satisfação, um sentimento de prazer que se dá na contemplação de um objeto. À primeira vista ao atribuir a esse objeto o predicado belo parece que estou a referir-me à beleza como propriedade que está nesse objeto. Contudo, segundo Kant, dizer que algo é belo é traduzir um sentimento, é expressar algo que acontece em mini. A beleza é um sentimento de prazer, algo que se dá naconsciência do sujeito e não algo que seja propriedade do objeto. O sentimento da beleza começa com a experiência do objeto mas, como veremos, não deriva dela. Assim, o juízo estético é reflexionante porque descreve aquilo que o sujeito sente. A beleza não é uma coisa nem uma propriedade das coisas. É um sentimento que é vivido no interior do sujeito e do qual este tem consciência. Traduzindo essesentimento é dizer de uma forma não muito correta que o objeto contemplado é belo. Em suma, o juízo estético é a forma aparentemente objetiva de descrever algo que se passa em mim. Caracterizada a beleza como sentimento de prazer
Outra característica, o sentimento de prazer puro e desinteressado. Quando eu julgo um objeto como belo, duas condições são necessárias: não reduzir o objeto ao estatutode meio que satisfaz determinado fim e, não estar condicionado por nenhum desejo de posse, não sentir nenhuma carência. O juízo de gosto, o sentimento do belo, é exterior a toda e qualquer espécie de desejo, é desinteressado. Com efeito, ao julgar algo como belo eu considero determinada coisa pura e simplesmente pondo de parte toda e qualquer inclinação ou interesse. O meu juízo (por exemplo:Esserio é belo), não pode depender de qualquer desejo nem reduz a coisa ao fato de ser desejada. Deste modo, o sentimento do belo nada tem a ver com a faculdade de desejar, ou vontade. O juízo de gosto que incide no belo, exprimindo a sua experiência, comunica uma satisfação desinteressada e pura. Para Kant dizer que algo é belo é diferente de dizer que é agradável. Ao julgar um objeto como agradávelestá presente no sujeito um desejo de posse da coisa que preencherá um certo estado de carência. Dizer que algo é agradável não me pode, por conseguinte, tornar indiferente à existência da coisa, pois é esta que torna possível uma apropriação ou posse, fonte de prazer sensorial ou material. Como o interesse consiste na satisfação que ligamos à representação da existência de um objeto, é...
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