o estabelecimento do objeto libidinal

Páginas: 6 (1336 palavras) Publicado: 20 de novembro de 2014
ESCOLA DE SAÚDE E BIOCIÊNCIAS
CURSO DE PSICOLOGIA




RESENHA DO CAPÍTULO
O ESTABELECIMENTO DO OBJETO LIBIDINAL






Entre o sexto e o oitavo mês de vida ocorre uma mudança decisiva no comportamento do bebê em seu relacionamento com os outros, neste período a capacidade para a diferenciação perceptiva diacrítica já está bem desenvolvida. A criança passa a distinguirclaramente um rosto amigo de um estranho, então se um estranho se aproxima, a criança terá um comportamento característico e típico: apresentará intensidades variáveis de apreensão e ansiedade e rejeitará o estranho. Este comportamento, individual da criança, varia em torno de uma amplitude maior, ela pode abaixar os olhos "timidamente", pode cobri-los com a mão, levantar o vestido para cobrir o rosto,atirar-se de bruços em seu berço e esconder o rosto nos cobertores, pode chorar ou gritar. Mas será que podemos supor que as diferenças de comportamento individual estão, de alguma forma, ligadas ao clima afetivo no qual a criança foi criada? Este padrão foi denominado por Spitz como ansiedade dos oito meses, considerado por ele a primeira manifestação de ansiedade propriamente dita.
Com base emsuas observações, Spitz conseguiu distinguir, no primeiro ano de vida, três estágios na ontogênese da ansiedade. O primeiro é a reação do bebê ao processo do parto. Durante o período neonatal, na primeira semana ou logo após o parto, vemos manifestações de desprazer que não são caracterizadas nesta fase como ansiedade, no sentido de que usamos o termo em psicanálise. À medida que a criançacresce, a natureza destes estados de tensão perde progressivamente o seu caráter difuso; eles ocorrem então em resposta a situações de desprazer sempre mais específicas. Perto da oitava semana de vida, as manifestações de desprazer tornam-se cada vez mais estruturadas e ininteligíveis, não apenas para a mãe, mas também para o observador experiente.
E à medida que as manifestações da criança se tornamcada vez mais ininteligíveis, as respostas dos que a cercam se tornam mais bem adaptadas às necessidades que ela está expressando, e agora a criança torna-se capaz de aprender uma conexão entre o que ela faz e as respostas dos que a cercam. Por volta do terceiro mês, traços de memória de uma série de signos dirigidos pela criança ao meio que a cerca são codificados em seu mecanismo psíquico, comisso a criança já dominou a capacidade de voltar-se para o meio que a circunda e de assinalar suas necessidades, isso foi o que Karl Buhler chamou de "o apelo". Antes disto, a criança reagia através de um reflexo, agora ela pode transmitir signos, de maneira voluntaria, e deliberadamente, aos quais o meio que a circunda, responde de modo mais ou menos consistentes, satisfazendo suas necessidades.A expressão ativa que a criança manifesta de uma necessidade é seguida em uma estreita sequência temporal pela satisfação proporcionada pelo meio circundante. Esta sequência é a mesma que se verifica no reflexo condicionante, entretanto, a capacidade de estabelecer um reflexo condicionado baseia-se provavelmente em trilhas neurofisiológicas inatas. No reflexo condicionado a "deixa"vem do exterior,do outro, e a resposta vem do interior, do sujeito. Já no estágio do "apelo", isto é invertido, pois aqui é o sujeito (a criança) quem dá a "deixa" através de seu choro de fome e é o outro (meio circundante) que responde, é o meio externo que está sendo condicionado pela criança. Por isso, as duas partes da experiência, o choro de fome e a satisfação que se segue, passam a ter ligação na memóriada criança, assim estabelece-se uma associação entre dois blocos de impressões, sob a forma de um conjunto de dois traços de memória estabelecidos e reforçados por uma conexão afetiva.
Em termos da experiência do bebê, esta sequência poderia ser expressa da seguinte maneira: quando B vem sempre depois de A, é porque A é a força, o poder, que produz B, de maneira que A é a causa de B. A partir...
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