O ensino de Língua Portuguesa na escola: os saberes envolvidos

Páginas: 5 (1087 palavras) Publicado: 4 de junho de 2014
 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Faculdade de Letras


O ensino de Língua Portuguesa na escola: os saberes envolvidos
“como ensinar língua portuguesa na escola não é uma questão fechada a um só caminho”
- A realidade da língua portuguesa é complexa. Sendo assim, não há de se falar em uma solução única para a questão de “como ensinar”. Aconselha-se entender osconhecimentos de língua, os saberes, presentes em meio à relação professor/aluno para elucidar tal questão.
- O texto adota o tópico gramatical formas nominais do verbo e, consequentemente, o ensino descritivo das formas nominais em português como um ponto de partida para uma análise objetiva dos saberes envolvidos no ensino de língua portuguesa na escola.
“Problemas descritivos, contudo, não são osque comumente trazem os alunos”
- Os alunos trazem a tona um questionamento avaliativo, do tipo certo e errado,em suas dúvidas que só será sanado com a consciência dos saberes envolvidos nas respostas possíveis. Uma resposta do professor que contemple apenas a gramática tradicional em detrimento a um uso social já consagrado ou cujo tratamento do assunto seja diferente em outras gramáticastradicionais não será bem aceita. Apenas um eficiente encaminhamento do professor sobre os variados saberes em meio ao tratamento dos fatos da língua fará com que o aluno aceite esse tipo de correção.
“O primeiro é o saber linguístico da norma vernácula de uso do falante”
- É o saber social da língua, que é compartilhado pela comunidade ou região do falante. É recepcionado primeiramente no âmbitofamiliar e, depois, estendido na rede de convívio social. É o saber responsável pela formação de uma memória afetiva e de uma identidade cultural de grupo do falante.
- A tradição escrita existente na escola, na leitura e nos espaços de oralização da escrita dialogará com a base linguístico-cultural da comunidade de fala. Vale ressaltar que toda comunidade possui uma norma padrão independente danorma padrão da escola, pode inclusive vir a existir uma coincidência mas não obrigatoriamente.
- Todo grupo humano constrói uma ideia de linguagem especial cujo uso se fará necessário em eventos sociais entendidos como importantes. Por exemplo, a mudança de vocabulário e de construção de fala de alguns falantes em meio a um discurso religioso ou a presença de uma noção de bem escrever, queexistia antes mesmo de uma gramática da língua portuguesa ( século XVI) e de uma norma padrão para a escrita.
- “Língua é variação no uso e na normatização”.
“O segundo é o saber linguístico descritivo/prescritivo”
- É o saber da gramática tradicional que engloba categorias descritivas gerais (verbo, pronome, conjunção etc) e admite-se a ideia que “qualquer variante linguística que não pertença aum dado conjunto de variantes eleitas como padrão seria uma variante errada para o uso formal”. As variantes eleitas são tidas como regras que, por sua vez, corroboram o distanciamento entre o prescrito e o uso cotidiano do falante, o artificial e o natural dentro da comunidade de fala.
- Há de se falar que em “nenhum lugar da lusofonia fala língua padrão em sua plenitude” uma vez que oconjunto de regras da gramática escolar é uma artificialidade, é uma verdadeira reunião de recortes de um universo de variantes linguísticas, lugares, estilos e momentos históricos diferentes. O bom senso irá , mesmo no caso em que autoridades ficam responsáveis pela tarefa, regular e ditar o que constará na norma padrão ensinada na escola.
- “Falso purismo”
Devido a uma tradição e certa consagraçãode grandes gramáticas, no século XX, não há uma uniformidade no padrão expresso pela gramática tradicional. Há conflitos e regras contraditórios entre os próprios gramáticos e, a partir daí, ocorre o risco do “falso purismo”, pois ao invés de indicar um dado uso como padrão os gramatiqueiros impõe obrigatoriedades e condenam regências típicas no Brasil, chegando inclusive a inventar regras não...
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