O Cortiço - Literatura

Páginas: 7 (1611 palavras) Publicado: 22 de outubro de 2013
Biografia
Aluíso Tancredo Belo Gonçalves de Azevedo nasceu em São Luís do Maranhão, em 1857, e morreu em Buenos Aires, 1913. Aos dez anos escrevia uma tragédia em versos, quando representava com os meninos da vizinhança as peças que seu irmão Artur (Azevedo) compunha desde os nove anos. Aluíso era pintor e cenógrafo ao mesmo tempo. Já começava a manifestar a sua grande paixão pela pintura.Caixeiro aos 15 anos é, como Artur, muito influenciado pela inteligência de sua mãe, que cuidava da educação literária dos filhos, obrigando-os a ler em voz alta para ela ouvir.
Aos 19 anos, jovem belíssimo, Aluíso deixa São Luís do Maranhão para tentar a vida na Corte. Aí frequenta a Imperial Academia de Belas-Artes e estreia como caricaturista no O Fígaro, com a charge “Os trinta botões”, em queridiculariza Bordalo Pinheiro. Em 1878, com a morte do pai, volta a São Luís e começa a escrever, sob o pseudônimo de Pitibri, no período humorístico e ilustrado A Flecha e no jornal anticlerical O Pensador. Em 1880 funda a Pacotilha, o primeiro jornal diário de São Luís.
Em 1881 volta para a Corte, para tentar a vida na imprensa. Em 1891 é
nomeado oficial-maior da Secretaria de Negócios doGoverno do Estado do Rio de Janeiro. Em 1895 faz concurso, na Secretaria do Exterior, para cônsul de carreira, obtendo distinção, é nomeado vice-cônsul em Vigo. Em 1897 é eleito para Academia Brasileira de Letras (cadeira nº4) e é removido para o vice-consulado de Iocoama. Nesta ocasião vende sua propriedade literária a H. Garnier, por dez contos de réis.
A sua carreira diplomática é bastanteacidentada, ate que, já como cônsul de primeira classe em Assunção, sem prejuízo das funções consulares, o Barão do Rio Branco lhe confere o posto de adido comercial junto às lega¬ções do Brasil na Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai. Em 193, morre de miocardite em Buenos Aires. Seu único filho, Pastor Azevedo Luquez, tem obras escritas em português e espanhol.

Bibliografia
Uma Lágrima de Mulher(1880); O Mulato (1881); O Mistério da Tijuca ou Girândola de Amores (1882); Memórias de um Condenado ou A condessa Vésper (1882); Casa de Pensão (1884); Filomena Borges (1884); O Homem (1887); O Coruja (1890); O Cortiço (1890); Demônios (1893); A Mortalha de Alzira (1894); O Livro de uma Sogra (1895).


Personagens
Os personagens são apresentados às claras como um problema social urbano. Sãodocumentos humanos que Aluíso vai buscar nas suas excursões para “estudar costumes” quando troca as roupas refinadas da Rua do Ouvidor por vestes populares.
Em O Cortiço há dois blocos de personagens, duas classes sociais, totalmente antagônicas: o sobrado patriarcal (que “despejava as suas nove janelas de peitoril”) e o cortiço (“aquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, e esfervilhar...uma população que parecia multiplicar-se como larvas no esterco”).
No sobrado, o Miranda, negociante português de fazendas por atacado e sua mulher, dona Estela, exibindo toda a sua riqueza e infidelidade conjugal, sustentava o marido, o qual prezava pela sua posição social e tinha muito medo de ficar pobre. No cortiço, o dono João Romão, ambicioso, explorador e avarento, e Bertoleza, a inocentequitandeira, escrava cafuza que mora com João, para quem ela trabalha como uma máquina.
Todos os personagens que conviverem com pessoas consideradas de baixo nível, irá desvirtuar-se, como Pombinha, por exemplo. Era loura, íntegra, moça de boa família. Foi rica até ser órfã de pai, que se suicidou ao falir, deixando-a pobre com sua mãe. Foi descrita como a flor do cortiço. Mas Pombinha convive emum lugar com proletários, que a desvirtuaram. Pombinha conhece Leonie, uma prostituta de luxo que irá se relacionar a ela, surgindo a homossexualidade. Outro exemplo é Jerônimo, um português trabalhador exemplo de pai de família, que dedicava sua vida para Piedade, sua mulher, até conhecer Rita Baiana, a mulher festeira, bonita e sensual, começou a beber, reclamar do trabalho e trair sua...
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