O conceito de tempo na idade média

Páginas: 5 (1048 palavras) Publicado: 27 de abril de 2013
SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
NOME DO CURSO
HISTÓRIA LICENCIATURA
Taise Ferreira da Conceição Nishikawa













O conceito de tempo na Idade Média e as mudanças provocadas pelo Renascimento na Sociedade Medieval




















Trabalho apresentado ao Curso História Licenciatura da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, para a disciplinaHistória Medieval.

Prof. Taise Ferreira da Conceição Nishikawa















Cruzeiro do sul/AC
25 de abril de 2013




O conceito de tempo durante a Idade Média e as mudanças provocadas pelo renascimento na sociedade Medieval.

Através deste trabalho iremos discutir num pouco sobre as mudanças ocorridas na sociedade medieval com o renascimento das atividadescomerciais, as mudanças provocadas pelas novas representações a respeito da temporalidade entre os séculos XI, XII e XIII e a diferença entre o tempo sagrado e o tempo de mercador.
De acordo com o texto de Jacques Le Coff, podemos observar que o mesmo enfatizou bastante a respeito das mudanças que ocorreu na sociedade medieval com o renascimento. Dentre essas mudanças podemos citar as transformações queforam implementadas por segmentos eclesiásticos “progessistas” que emergiram no curso do grande progresso material e dinamismo urbana que tornou de assalto o mundo feudal entre os séculos XI e XVIII. Trata-se de novos fronts abertos no universo religioso, tal como os medicantes, capazes de armar o mundo e não desprezá-lo, capazes, portanto, de acolher e se aprofundar na vivencia da inovação e damudança. Outra importante transformação foi às modificações nos domínios do tempo.
Vale ressaltar também sobre as mudanças provocadas pelas novas representações a respeito da temporalidade entre os séculos XI, XII e XIII. As mudanças ocorridas entre esses séculos foram bem visíveis, principalmente sobre a questão de temporalidade medieval, Le Coff afirmou que essas representações buscavamconfirmar o domínio cultural como um terreno de riscos e tensões, como o palco de mudanças históricas decisivas e de conflitos sociais cruciais. A integração humana com o tempo, galvanizado por meio dos calendários, deveria ser encarada pelos historiadores como fator que interferia consistentemente na constituição e diferenciação dos grupos sociais, nas modalidades de ação coletiva, nas formas de gestãodas técnicas de produção, na capacidade de reter e exercer o poder. Para o homem medieval a temporalidade era tratada como algo cristalizado, uma dimensão circunscrita e condicionada aos perfis sociais atribuídos aos diferentes grupos. Uma categoria supostamente dada de antemão à documentação: como se o termo “clerical” fosse, todas às vezes, sinônimo imediato e mecânico de rubrica como “sagrado”,“sobrenatural”, tradicional, “metafísico”. Aos eclesiásticos dos séculos XII e XIII – como ressalva concedida a escolásticos e medicantes – o recebimento das ordens parecia implicar na adesão há este tempo que desconfiava da materialidade, pouco afeito a materialidade, pouco afeito à praticidade, mais familiar aos anjos e aos eremitas do que aos homens que se ocupam com as exigências de um ser – no– mundo. Na primeira metade do século XX as temporalidades medievais careciam de maior cidadania junto à hagiografia. Ou seja, o tempo exibisse sempre como um ingrediente constitutivo dos mais diversos repertórios de relações com o mundo e com o “outro”. Trata-se de um elo constitutivo tanto da personalidade individual como das identidades e solidariedades coletivas e da existência em sociedade.Profundas conexões ligam as formas como os homens praticam e concebe o tempo às disposições históricas da autoridade e do poder, aos modos de emprego da violência, às maneiras de experiências o sagrado e o profano, ao vigor das disposições éticas, ao mecanismo de controle social, à organização das relações de produção.
Enquanto a questão da diferença do tempo do mercador e tempo da igreja, Le...
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