O Cidadao De Papel

Páginas: 5 (1158 palavras) Publicado: 29 de abril de 2015
O Cidadão de Papel: A infância, a adolescência e os Direitos Humanos no Brasil, do jornalista Gilberto Dimenstein foi ganhador do Prêmio Jabuti 1994, Melhor livro de Não-Ficção, publicado pela Editora Ática. O livro surgiu da iniciativa do autor para abordar em sala de aula e discutir assuntos de uma linguagem de fácil entendimento para os jovens sobre assuntos sérios.

Quando li O Cidadão dePapel eu era adolescente. Recentemente encontrei o livro na biblioteca do meu pai e decidi relê-lo. Apesar de algumas informações estarem desatualizadas, afinal, a minha edição é a de 2002, e muitas coisas mudam em 12 anos, as discussões e reflexões permanecem atuais.

Dividido em 10 capítulos, o primeiro se chama “As engrenagens do colapso social”. Gilberto Dimenstein explica que o livro surgiu nadécada de 90, quando ministrou uma palestra para adolescentes e percebeu a preocupação dos jovens com a violência nas grandes cidades. “Vi que a falta de informação e de reflexão poderia levá-los a uma postura perigosa: o uso de mais violência”, alerta o jornalista. Então, o autor se propôs a abordar alguns dos problemas da sociedade, como as crianças de rua, a violência e a pobreza. Por queCidadão de Papel? Segundo Dimenstein, porque a cidadania está garantida nos papeis, mas não existe de verdade.

Embora a linguagem simplificada possa incomodar muitos especialistas da área, Gilberto Dimenstein simplificou o texto para que o público-alvo, formado por crianças e adolescentes, possam absorver melhor a informação e entender termos que estão presentes nos jornais diários, mas nem sempre sãode seus conhecimentos. Dimenstein comenta que a situação da infância é um reflexo de desenvolvimento econômico, político e social do Brasil, desde a violência até o desemprego.

No capítulo 2, “Cidadania”, Dimenstein explica que os meninos de rua são um dos sintomas da crise social, surgidos por causa da pobreza e falta de educação dos pais, levando os filhos a entrarem nesse ciclo, incapazes deprogredir. Apesar dos direitos da criança, o autor critica a situação do país e lembra que nem mesmo os bebês estão protegidos nas famílias desestruturadas, onde o índice de violência doméstica são maiores.

A violência é abordada no capítulo 3 do livro. Segundo o autor, muitas crianças fogem de casa pelo medo da agressão dos próprios pais, levando-as a consumirem drogas e álcool, prostituição,violentarem e serem violentados, mantendo o ciclo vicioso vivo.

O capítulo 4 fala sobre a renda. Neste caso, o meu exemplar traz várias informações desatualizadas, que na época podiam ser usadas como referencial, agora nem tanto. Porém, algumas informações e conceituações facilitam a compreensão dos jovens, como PIB (Produto Interno Bruto), a distribuição desigual de renda e o PIB per capita. Muitasvezes, como bem lembra Gilberto Dimenstein, os números impressionam, mas são só números perto da realidade da pobreza de um lado e riqueza do outro, em que uns têm além do necessário e outros não têm o suficiente para sobreviver com dignidade.

O quinto capítulo aborda a mortalidade infantil batendo novamente na tecla da ilusão dos números. O jornalista afirma que entre as estatísticas paraanalisar o desenvolvimento econômico e social de um país, a taxa de mortalidade infantil é importante. Apesar de muitas informações estarem defasadas, a mortalidade infantil ainda é uma realidade no país. Dimenstein aborda o contraste entre primeiro e terceiro mundo quando se trata do desenvolvimento das crianças e da mortalidade infantil.

A população é comentada no sexto capítulo do livro. Nestaparte, é comentada a importância do nível de instrução das mães sobre a necessidade de higiene e saneamento básico, as campanhas educativas e distribuição de anticoncepcionais e orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis, a gravidez na adolescência e a taxa de fecundidade de acordo com as condições financeiras dos pais.

O desemprego é tema do capítulo 7, em que Dimenstein aborda a crise...
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