"O Aviso" de Manuel Alegre

672 palavras 3 páginas
Na obra de Manuel Alegre, O Homem do País Azul, O Aviso é um dos contos a que tenho preferência, sendo o conto definido a trabalhar através de uma investigação, na qual envolveu um seguimento de pesquisas de artigos e de análises de críticos especializados. Este conto chama a atenção do leitor talvez porque nos dá a entender aquilo que é inevitável, a morte. A premonição da morte é transmitida ao leitor através de sinais: sons, vozes e olhares. O narrador, autodiegético, ouve um sinal de morte sem saber explicar a razão. Este sinal leva-o para um regresso ao passado, um regresso às memórias de Nambuangongo e de Quipedro.
É referido no conto que o narrador fazia parte do mesmo partido de Olaf Palme, um partido social-democrata. O político sueco foi primeiro-ministro da Suécia entre 1969 e 1975 e novamente entre 1982 e 1986, ano em que foi assassinado à saída de um cinema em Estocolmo. Este tornou-se conhecido como um dos maiores exemplos da Social-Democracia Escandinava, tendo levado mais longe que qualquer outro político a ideia de conciliar uma economia de mercado com um estado social. Tendo em conta as datas, é possível deduzirmos que o contexto histórico do conto se situa na época Salazarista.
Apesar de se tratar de um texto ficcional, são observados alguns aspectos da autobiografia de Manuel Alegre ao longo da obra, como o seu exílio e a sua persistente luta contra o regime salazarista, havendo uma relação entre a ficção e a realidade. Essa relação é visível no seguinte excerto de O Aviso:
“Tínhamo-nos conhecido há muitos anos, estava eu ainda no exilio. Era membro do partido de Olof Palme e tinha participado em várias acções de solidarie- dade com a oposição portuguesa. Depois da revolução, foi colocado na Embaixada da Suécia em Lisboa.”
Posto isto, Manuel Alegre usa a literatura como método de transmissão de ideais, defendendo a liberdade e a paz essencialmente, contra uma sociedade de consumo e contra o racismo, tendo sempre o cuidado de

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