A B BLIA E SEUS INT RPRETES UMA BREVE HIST RIA DA INTERPRETA O AUGUSTUS NICODEMUS LOPES Fran

1668 palavras 7 páginas
Fides reform/2004-077 a 184

05/11/04

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FIDES REFORMATA IX, Nº- 1 (2004): 161-164

RESENHA
Franklin Ferreira

LOPES, Augustus Nicodemus. A Bíblia e seus intérpretes: uma breve história da interpretação. São Paulo: Cultura Cristã, 2004. 287 pp.
Atualmente, duas das principais áreas de debate nas faculdades de teologia e filosofia residem justamente na questão da epistemologia e da hermenêutica. E este problema se torna mais agudo para os cristãos. Como conhecer o que está além do mundo físico? Será que a Escritura é uma construção humana, um mero registro humano dos feitos de Deus, ou a revelação especial, graciosa e soberana, inspirada por Deus, acerca de si mesmo e da história da redenção? Mas temos um outro ponto-chave da controvérsia: como interpretar as Escrituras? Que método (ou chave hermenêutica) deve ser usado para interpretar as Escrituras, de tal forma a fazer justiça a um antigo texto, mas levá-lo a dialogar com a contemporaneidade?
Augustus Nicodemus Lopes, o autor de A Bíblia e seus intérpretes: uma breve história da interpretação, é Ph.D. em Novo Testamento pelo Westminster Theological Seminary (Filadélfia, EUA), ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil, atual chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São
Paulo, e autor de vários livros e ensaios acadêmicos e populares. O livro surgiu originalmente como uma apostila usada no curso de mestrado do Centro
Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, na capital paulista.
Nessa obra, o autor analisa as principais etapas da interpretação das
Escrituras, cobrindo desde a interpretação bíblica no Antigo Testamento até as interpretações pós-modernas, ligadas a Michel Foucault, Hans-Georg
Gadamer, Jacques Derrida e Paul Ricouer. Espelhando o melhor da fé reformada, logo no começo desta obra, o autor apresenta de forma clara e honesta seus pressupostos:
1. O livro foi escrito do ponto de vista reformado. Isto significa que seu autor reconhece a inspiração e infalibilidade das

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