A “septuaginta” útil no passado e no presente

Páginas: 6 (1468 palavras) Publicado: 23 de outubro de 2011
A “Septuaginta”
Útil no passado
e no presente



UM HOMEM influente da Etiópia regressava de Jerusalém para casa. Enquanto viajava no seu carro por uma estrada no deserto, ele lia em voz alta um rolo religioso. A explicação das palavras que lia teve um impacto tão grande nele, que sua vida mudou daquele momento em diante. (Atos 8:26-38) O homem havia lido Isaías 53:7, 8, naprimeiríssima tradução da Bíblia — a Septuaginta grega. No decorrer dos séculos, essa obra desempenhou um papel tão importante na divulgação da Bíblia, que foi chamada de tradução da Bíblia que mudou o mundo.

Quando e sob que circunstâncias a Septuaginta foi preparada? Por que havia necessidade de tal tradução? Qual tem sido sua utilidade no decorrer dos séculos? O que a Septuaginta pode ensinar-nos hoje,se é que nos ensina alguma coisa?

O discípulo Filipe explicou uma passagem lida na Septuaginta
Foi feita para os judeus de língua grega

Em 332 AEC, quando Alexandre, o Grande, entrou no Egito, depois de destruir a cidade fenícia de Tiro, ele foi acolhido como libertador. Fundou ali a cidade de Alexandria, um centro de erudição do mundo antigo. Com o objetivo de divulgar a cultura grega nospaíses conquistados, Alexandre introduziu o grego comum (coiné) em todo o seu vasto domínio.

No terceiro século AEC, Alexandria passou a ter uma grande população de judeus. Muitos deles, que depois do exílio babilônico haviam morado em colônias espalhadas fora da Palestina, migraram para Alexandria. Até que ponto esses judeus conheciam a língua hebraica? A Cyclopedia de McClintock e Strongdeclara: “É bem conhecido que, depois de os judeus terem voltado do cativeiro em Babilônia, tendo perdido em grande parte a familiaridade com o hebraico antigo, explicava-se-lhes na língua caldéia a leitura dos livros de Moisés nas sinagogas da Palestina . . . Os judeus de Alexandria provavelmente conheciam menos ainda o hebraico; sua língua familiar era o grego alexandrino.” Pelo visto, o ambiente deAlexandria favorecia a tradução das Escrituras Hebraicas para o grego.

Aristóbulo, judeu do segundo século AEC, escreveu que uma versão da lei hebraica foi traduzida para o grego e completada durante o reinado de Ptomoleu Filadelfo (285-246 AEC). As opiniões variam quanto a que Aristóbulo queria dizer com “lei”. Alguns acham que ele se referia apenas ao Pentateuco, ao passo que outros dizem quese referia a todas as Escrituras Hebraicas.

De qualquer modo, segundo a tradição, cerca de 72 eruditos judeus estiveram envolvidos naquela primeira tradução escrita das Escrituras do hebraico para o grego. Mais tarde começou-se a usar o número redondo 70. Por isso, a versão foi chamada de Septuaginta, que significa “70”, e recebeu a designação LXX, que representa 70 em algarismos romanos. Nofim do segundo século AEC, todos os livros das Escrituras Hebraicas podiam ser lidos em grego. De modo que o nome Septuaginta passou a referir-se às inteiras Escrituras Hebraicas traduzidas para o grego.
Útil no primeiro século

A Septuaginta foi usada extensamente pelos judeus de língua grega antes e durante o tempo de Jesus Cristo e seus apóstolos. Muitos dos judeus e dos prosélitos reunidosem Jerusalém no dia de Pentecostes de 33 EC eram do distrito da Ásia, do Egito, da Líbia, de Roma e de Creta — regiões em que se falava grego. Sem dúvida, eles costumavam ler a Septuaginta. (Atos 2:9-11) De modo que essa versão influiu na divulgação das boas novas no primeiro século.

Por exemplo, ao conversar com homens de Cirene, Alexandria, Cilícia e Ásia, o discípulo Estêvão disse: “Joséenviou e chamou a Jacó, seu pai, e todos os seus parentes daquele lugar [Canaã], no número de setenta e cinco almas.” (Atos 6:8-10; 7:12-14) O texto hebraico de Gênesis, capítulo 46, diz que o número dos parentes de José era setenta. Mas a Septuaginta usa o número setenta e cinco. Pelo visto, Estêvão citou a Septuaginta. — Gênesis 46:20, 26, 27, nota, NM com Referências.

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