A resenha da Teoria Crítica
Resenha Crítica da Obra
A Teoria Crítica
de Marcos Nobre
Harry Edmar Schulz
Nota explicativa: O presente texto fundamenta-se na obra
“A Teoria Crítica”, de Marcos Nobre, publicada por Jorge
Zahar Editor, em 2004. A metodologia seguida foi a
apresentação do número do parágrafo considerado, seu
resumo e o comentário crítico, indicado comHES.
Entendeu-se que esta seria a metodologia mais adequada.
São Carlos, Outubro de 2011
São Carlos, 2011.
Projeto: Humanização como ferramenta de aumento de interesse nas exatas.
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Resenha da Teoria Crítica, Harry Edmar Schulz
Resenha Crítica da Obra
A Teoria Crítica, de Marcos Nobre
Harry Edmar Schulz
2011
1 Introdução
1o e 2o parágrafos, pgs. 7 e 8.
Resumo: O autormenciona que ter uma teoria sobre algo
é ter uma hipótese ou conjunto de argumentos que explica
fenômenos. Se uma teoria é científica, deve poder prever
eventos futuros, fazer prognósticos. Entretanto, o autor
menciona o dito “na prática a teoria é outra”, que, num
sentido mostra a diferença entre manipular objetos e dizer
como eles são.
HES: Os parágrafos são introdutórios e expositivos.
3o e4o parágrafos, pgs. 8 e 9.
Resumo: Num segundo sentido, a diferença é entre “o
que as coisas são” e que “deveriam ser”. A prática é um
“conjunto de ideais que orientam a ação”. O autor
menciona que, para Kant, este sentido de “prático” é o
mais elevado, abrangendo a moral, a ética, a política e o
direito. A diferença mencionada deve permanecer,
mantendo tanto a teoria como a prática. Se ateoria é feita
para dizer como deve ser, não se sabe como é. Se diz
como é, não há como ser outra coisa. Surge um fosso que
exige suprimir a lógica do “conhecer” ou do “agir”.
São Carlos, 2011.
Projeto: Humanização como ferramenta de aumento de interesse nas exatas.
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Resenha da Teoria Crítica, Harry Edmar Schulz
HES: Ainda se trata de uma descrição, onde a idéia de
Kant prevalecee é mencionada a necessidade de
considerar apenas ou o conhecer ou o agir. .
5o e 6o parágrafos, pg. 9.
Resumo: O autor questiona o título “Teoria Crítica”. Se
é, como criticar no contexto da teoria? Criticar não é
mostrar como deveria ser? Se se critica a teoria, não se
abdica de mostrar como é, não se abandona o conhecer
pelo agir? Portanto, não se teria ação cega, sem
considerar como é?Daí o autor diz que a Teoria Crítica
não quer nem a ação cega, nem um conhecimento vazio
(ignora poder ser de outra forma), mas questiona o
sentido e distinção de “teoria” e “prática”
HES: O autor define o objetivo da “Teoria Crítica”,
exemplificando a partir da posição de que a teoria estaria
dizendo como as coisas são. Nesses parágrafos não se
exemplifica o caso de a teoria estarmostrando como as
coisas deveriam ser. Apesar disso, o autor conclui que a
teoria crítica não defende nem uma nem outra posição.
7o e 8o parágrafos, pgs. 9 e 10.
Resumo: O autor coloca a crítica como ser: dizer o que é
em vista do que ainda não é, mas pode ser. Menciona ser
uma forma de enxergar as melhores potencialidades do
mundo real, embutido em si. Mas não se abdica de
mostrar como é, nem deprognosticar. Entretanto, o
crítico não vê completamente como as coisas são, nem
como deveriam ser, e daí um novo ponto de vista da
crítica aparece: aquele que aponta as dificuldades a
superar para que as potencialidades possam acontecer.
HES: O fato de haver apenas uma possibilidade parcial
de indicar o que é ou deveria ser permite que um espectro
amplo de possibilidades se abra, uma vezque ninguém
sabe de fato a que se destina o objeto sob análise. Isso é
colocado como uma abertura de um novo ponto de vista,
São Carlos, 2011.
Projeto: Humanização como ferramenta de aumento de interesse nas exatas.
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Resenha da Teoria Crítica, Harry Edmar Schulz
de sobrepujar obstáculos. Mas ao leitor pode parecer uma
forma de reafirmar nossa incapacidade de conhecer algo...
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