A questão do ensino juridico segudno rizzatto nunes

1101 palavras 5 páginas
Faculdade Novos Horizontes
Introdução à Ciência do Direito
Professora Cintia Moreira Gonçalves
Aluno: Genesio Massao Yamanoi (Matrícula 8404) – Primeiro Período Manhã
Texto: A Questão do Ensino Jurídico
Visando a um estudo crítico do ensino aplicado aos cursos jurídicos, Rizzatto Nunes alerta para os problemas de ordem pedagógica presentes na escola de Direito atual, analisando cada um deles:
1)A Educação Bancária – Segundo o autor, “é modo de opressão, ou, antes, pressupõe a ausência de liberdade e a imposição unilateral do educador”. Ausente a comunicação dialógica entre o educando e o educador, este último limita-se a “depositar” conhecimento, tendo o educando como elemento adaptável ao conteúdo depositado, através de uma sequência de recepção, memorização mecânica e repetição.
2)O Supermercado Jurídico – Assim como a produção legislativa brasileira, que não evoluiu, as escolas de Direito não tem avançado na pesquisa e no aprendizado e tem até reduzido sua capacidade de se atualizar, oferecendo o “Direito” como um pacote pronto e acabado, composto de maneira equivocada. Acontece que o mundo moderno é complexo e exige que as carreiras jurídicas tenham profissionais com ampla formação humanística, capacidade crítica e pensamento livre, lógico e articulado.
3)A Ficção – Dois pontos devem ser abordados: a) quanto ao objeto modelo, nota-se que a metodologia utilizada está baseada em “mapas”, de tipo ideal, não encontrados na realidade empírica. São construções científicas usadas para explicar determinada realidade que, para ter sentido didático e também por conveniência, descartam aspectos que podem ocorrer na prática e por isso, são ficção. Este objeto modelo serve tão somente para a compreensão da realidade, mas reduz a complexidade do mundo real. b) Quanto ao ensino ficcional, percebe-se que a abstração do conteúdo transmitido suprime a realidade, isolando e alienando o estudante através da mera leitura de conteúdo e dentro de um contexto, ignorando os fenômenos

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