A questão da pena de morte (como ''justiça'' dos homens)

Páginas: 17 (4176 palavras) Publicado: 2 de outubro de 2012
INTRODUÇÃO

O meu objetivo neste trabalho é trabalhar a questão vida. Como o amor que Dostoievski tinha pela vida reflete em sua obra. Pretendo, antes de mais nada, apresentar trechos que provem que Dostoievski era contra a pena de morte e também traçar um paralelo entre a obra de Dostoievski (O Idiota) e a obra de Victor Hugo (O Último dia de um condenado[1]). Victor também era contra apena de morte mas, ao contrario de Dostoievski, Victor nunca sentiu o que é ser condenado à morte na pele. Ambos valorizavam a vida.

A QUESTÃO DA PENA DE MORTE (como ''justiça'' dos homens)

''Quantas mortes ainda serão necessárias para que se saiba que já se matou demais?''
Bob Dylan

Em O Idiota, Dostoievski escreve vários trechos que servem de critica a pena de morte eque são semelhantes as criticas de Hugo em O Ultimo dia de um condenado . Por exemplo:
“ É uma profanação da alma e nada mais! Esta escrito: ''não mataras'', então porque matou vão mata-lo também? Não, isso não pode.”[2]
Victor escreve sua critica assim:
“Os que julgam e condenam dizem que a pena de morte é necessária. Primeiro porque é importante subtrair da comunidadesocial um membro que já a lesou e poderia lesa-la novamente. Se se tratasse apenas disso, a prisão perpetua bastaria. Para que a morte? Objetarão que se pode escapar de uma prisão. Façam melhor a sentinela. Se não acreditam na solidez das grades de ferros, como ousam Ter zoológico?
Nada de carrasco onde basta o carcereiro.
Mas, retorquirão, é preciso que a sociedade se vingue,que a sociedade puna. Nem uma coisa nem outra. Se vingar é próprio do indivíduo, punir é de Deus”.[3]

Como podemos ver, ambos se posicionam contra a pena capital. Matar por matar não adianta em nada.


''Um olho por um olho acabará por deixar toda a humanidade cega.''
Mahatma Gandhi

Segue abaixo outro trecho de Dostoievski que critica a pena de morte:''Matar por matar é um castigo desproporcionalmente maior que o próprio crime. A morte por sentença é desproporcionalmente mais terrível que a morte cometida por bandidos. Aquele que os bandidos matam, que é esfaqueado a noite, em um bosque, ou de um jeito qualquer, ainda espera sem falta que se salvara, ate o ultimo instante. Há exemplos de que uma pessoa esta com a garganta cortada, masainda tem esperança, com a qual é dez vezes mais fácil morrer, é abolida com certeza; aqui existe a sentença, e no fato de que, com certeza, não se vai fugir a ela, reside todo o terrível suplicio, e mais forte do que esse suplicio não existe no mundo. Traga um soldado, coloque-o diante de um canhão em uma batalha e atire nele, ele ainda vai continuar tendo esperança, mas leia para esse mesmosoldado uma sentença como certeza, ele vai enlouquecer ou começar a chorar. Quem disse que a natureza humana é capaz de suportar isso sem enlouquecer? Para que esse ultraje hediondo, desnecessário, inútil? Pode ser que exista um homem a quem leram uma sentença, deixaram que sofresse, e depois disseram: ''Vai embora, foste perdoado[4]''. Pois bem, esse homem talvez conseguisse contar.''[5]Aproveitando o trecho acima, que fala que o condenado pelo lei não tem esperanças, irei citar alguns trechos de Hugo que mostra o contrario. Um condenado que tem (falsas, as vezes) esperanças de que pode fugir dessa sentença, não sendo perdoado mas fugindo. Seguem os trechos abaixo:
''Oh! Se eu fugisse, como correria pelos campos!
Não, não deveria correr. Isso faz com que olheme suspeitem. Ao contrario, andar lentamente, com a cabeça erguida, cantando. Procurar obter algum velho capote azul com desenhos vermelhos. Isso disfarça bem. Todos os hortelões da região usam algo desse tipo.
Conheço um matagal perto de Arcueil, ao lado de um pântano, onde, quando estava na escola, ia pescar ras com meus camaradas todas as quintas-feiras. Ali me esconderia até cair a...
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