A PERDA DA FORÇA POLÍTICA DO MOVIMENTO SINDICAL DOS TRABALHADORES NO BRASIL DIANTE DO NEOLIBERALÍSMO OVIMENTO SINDICAL

Páginas: 107 (26553 palavras) Publicado: 14 de agosto de 2013
1 INTRODUÇÃO


A sistematização do presente estudo faz parte de um conjunto de indagações e reflexões a respeito da temática sobre a perda da força política do movimento sindical brasileiro diante do neoliberalismo, realizada como exigência para a conclusão do curso de bacharel em Serviço Social.
O interesse pelo tema partiu da intenção de aprofundar os estudos sobre o movimento sindicalfrente à política neoliberal, motivada inicialmente pelas disciplinas relacionadas ao mundo do trabalho. E posteriormente pelas indagações de como esses organismos sindicais vinham enfrentando as profundas mudanças políticas, econômicas e ideológicas que o capitalismo mundial instaurou a partir de 1980.
A partir desse pressuposto a referente pesquisa teve com centro de preocupações analíticas ocrescente enfraquecimento dos organismos sindicais da classe operária no Brasil, responsável por grandes mobilizações na luta por direitos e melhores condições de trabalho no processo histórico-social e político do país; diante das mudanças ocorridas no mundo do trabalho nos países de capitalismo avançado na década de 1980 e posteriormente no cenário brasileiro a partir da década de 1990.
O estudodos reflexos que as metamorfoses no mundo do trabalho trouxeram principalmente para esses organismos de mobilização, abordada por autores como Antunes (1998), evidencia a repercussão que a reestruturação produtiva provocou na materialidade e na subjetividade da “classe-que-vive-do-trabalho”, principalmente em seus organismos sindicais de mobilização, destacando a diminuição da taxas desindicalização a partir da década de 1980; a tendência neocorporativa dentro desses organismos ao sindicalismo de participação; a burocratização e institucionalização das entidades sindicais e a desregulamentação e flexibilização dos direitos. Segundo o autor ainda, as metamorfoses no mundo do trabalho provocaram uma múltipla processualidade, caracterizada por um lado, pelo processo de qualificação ouintelectualização do trabalho manual e redução do trabalhador fabril, e pelo outro pela crescente subproletarização e pela incorporação da mão-de-obra feminino no mercado de trabalho que contribuem para a heterogeneização, fragmentação e complexificação da classe operária. Características essas, que dificulta a aglutinação dos trabalhadores “estáveis” e parciais e enfraquece a organização mobilizadora epolítica dos sindicatos.

Um outro elemento decisivo no desenvolvimento e expansão da crise sindical é encontrado no fosso existente entre trabalhadores “estáveis”, de um lado, e aqueles que resultam do trabalho precarizado, etc. de outro. Com o aumento desse abismo social no interior da própria classe trabalhadora, reduz-se fortemente o poder sindical, historicamente vinculado aos trabalhadores“estáveis” e, até agora, incapaz de aglutinar os trabalhadores parciais, temporários, precários, da economia informal etc. Com isso, começa a desmoronar o sindicalismo vertical, herança do fordismo e mais vinculado à categoria profissional, mais corporativo. Este tem se mostrado impossibilitado de atuar como um sindicalismo mais horizontado, dotado de uma abrangência maior e que privilegie asesferas intercategoriais, interprofissionais, por certo um tipo de sindicalismo mais capacitado para aglutinar o conjunto dos trabalhadores, desde os “estáveis” até os precários, vinculados à economia informal etc (ANTUNES, 1998, p.61-62).


No Brasil, segundo Almeida (2009), a luta da organização sindical ganha uma nova dimensão a partir de 1990, devido ao projeto neoliberal de reestruturaçãoprodutiva adotado, que ataca os direitos sociais e trabalhistas conquistados historicamente e enfraquece os movimentos sindicais, visando facilitar a desregulamentação do mercado e o livre trânsito de capital e investimentos estrangeiros.

Os anos 90 trouxeram novos desafios para o movimento sindical. A elite brasileira se articulou em torno da candidatura de Fernando Henrique Cardoso para...
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