A "Lei de bronze" de Duverger

636 palavras 3 páginas
De acordo com Duverger a “lei de bronze” do escrutínio majoritário de um turno é: “o escrutínio majoritário de um turno só tende ao dualismo dos partidos” (DUVERGER, 1980; 253). Mesmo que os países tenham mais de um partido, esses tendem a se aglomerar (se não desaparecer) e formar dois grandes blocos, nos quais estão as bases do bipartidarismo. Ainda segundo ele, as exceções à essa regra são raras, isso pode ser atestado através dos casos estudados, onde “os países dualistas são majoritários e os países majoritários são dualistas” (DUVERGER, 1980; 253). O autor ressalta que mesmo que por diferenças internas, os dois partidos predominantes se dividam, há, na sua maioria, com o tempo, uma volta ao bipartidarismo. Segundo ele, o bipartidarismo é reestabelecido de duas formas: por fusão ou por eliminação. Duverger cita um exemplo de 3 partidos que disputam uma eleição majoritária. No caso citado por ele, o terceiro colocado, mesmo não tendo a intenção, favorece o segundo colocado. Porque, caso não existisse, os votos dados ao terceiro colocado iriam para o primeiro ou seriam abstenções, pois, ideologicamente, no caso, o terceiro está mais ligado ao primeiro colocado. Isso faz com que ou o terceiro se junte ao primeiro, ou aos poucos os eleitores irão abandoná-los. Voltando, de uma maneira ou de outra, ao bipartidarismo. Ainda de acordo com ele, a eliminação de um partido ocorre por dois fatores: mecânico e psicológico. O fator mecânico seria:
Enquanto um partido novo, que tenta fazer concorrência aos dois antigos, ainda é por demais fraco, o sistema lhe é contrário e ergue uma barreira contra o aparecimento. No entanto, se conseguir ultrapassar um dos seus predecessores, este último assume a posição de terceiro partido, e se inverte o processo de eliminação (DUVERGER, 1980; 260).

Já o fator psicológico seria:
[...] o fator psicológico apresenta a mesma ambiguidade. No caso de tripartidarismo que funcione em regime majoritário de um só turno, os eleitores

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