A língua portuguesa

Páginas: 9 (2189 palavras) Publicado: 17 de setembro de 2014
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A LÍNGUA PORTUGUESA E A REDAÇÃO OFICIAL*
Maria Inez Silva Queiroz (UEMA)
RESUMO
Estudo da língua portuguesa na redação oficial. Apresenta-se uma teoria baseada no Manual de Redação Oficial da Presidência da República. Ressalta-se o descaso da língua portuguesa em textos oficiais, em especial, no tocante ao emprego das formas detratamento.
Palavras – Chaves: Língua, Redação, Oficial, Manual, Portuguesa, Textos
INTRODUÇÃO
No Brasil, sempre tivemos problemas com textos legais, o mais célebre deles foi a grande polêmica entre Rui Barbosa e Carneiro Ribeiro, tendo direito a réplicas e tréplicas.
José Sarney
A nossa Constituição, ao ser elaborada, foi acometida por erros gramaticais em tal profusão que necessário se fezrecorrer ao renomado professor Celso Cunha para proceder a uma acurada revisão da sua ortografia. Mais recentemente, milhares de brasileiros viveram a expectativa causada por um ponto e vírgula na legislação que rege a lei da aposentadoria, questão essa amplamente divulgada na Imprensa Nacional.
No Maranhão, convencionou-se denominar São Luís de Atenas brasileira e berço do melhor português, hojeporém criticado por estudiosos que denunciam a falta de zelo para com o vernáculo.
Deparamo-nos, constantemente, com entraves causados pela inobservância das normas nas correspondências oficiais por parte de pessoas que ocupam níveis superiores de gerenciamento, as quais, levadas pela pressa e automatização dos serviços, assinam correspondências sem perceber que a língua é algo sistematizado, fruto deum pensamento organizado e requer, sobretudo, ordem sintagmática e coerência.
Tais pessoas, em geral técnicos e burocratas não possuem o grau de estudo aprofundado da Língua Portuguesa necessário a uma correta e adequada formulação do texto, o que os leva a incorrer em impropriedades lingüísticas que tornam a redação oficial cada vez mais cheia de jargões e termos obsoletos , culminando numverdadeiro compêndio ultrapassado.
Segundo MENDES, “....a clareza e a concisão na forma escrita são alcançados pela construção adequada da frase.”
Em, aproximadamente, setenta por cento (70%) das correspondências que circulam no meio institucional é comum encontra-se o uso das forma de tratamento de modo inadequado, tais como: DD. MD., Ilmº, etc., para enfatizar a importância dos cargos públicosexercidos por pessoas que dispensam tal tratamento. Denota-se, então, que não há uma devida preocupação por parte dos técnicos em reciclar seus conhecimentos.
No tocante à correspondência bancária, é natural administradores, engenheiros, matemáticos ou até mesmo uma secretária cuja formação acadêmica é alheia a esse processo, serem incumbidos dessa tarefa que é própria de redator e, com isso, sãolevados a infringir as exigências ditadas pelas normas gramaticais, tornando-se, ab absurdo, um processo contínuo e referencial para futuras correspondências.
FORMAS DE TRATAMENTO NAS REDAÇÕES OFICIAIS
A cada momento nos deparamos com situações em que se faz necessário escrever ou falar com pessoas com as quais temos pouco ou nenhum grau de familiaridade. È nesses casos que as formas de tratamentoassumem uma condição, adequando-se à categoria hierárquica das pessoas a quem nos dirigimos.
Verifique-se excerto abaixo sobre o grande escritor francês que deu ao secretário, em 1847, estas recomendações sobre como encerrar suas cartas:
A quem quer que me escreva – Minha perfeita consideração ou A segurança dos meus sentimentos, a coronéis, administradores distritais, subprefeitos- A segurançados meus sentimentos especiais; a presidente de câmaras, de cortes reais, aos bispos, prefeitos e conselheiros de estado.
- Minha consideração especial; aos pares de França, marechais, ministros, arcebispos, embaixadores, cardeais, príncipes,homens de gênio ou de talento- Minha alta consideração; ao rei, ao seu confessor a às senhoras – A homenagem do meu respeito.
Gramaticalmente, exige-se...
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