A Gênese da Antinomia

Páginas: 15 (3589 palavras) Publicado: 9 de agosto de 2013
 A GÊNESE DA ANTINOMIA
Busca pela formação da natureza antropofágica separatista

Vê-se que em vários campos da ciência, quiçá todos (embora todos seja uma palavra perigosíssima de ser empregada, em qualquer aspecto), existem muitas divergências, que acabam, frequentemente, por serem resolvidas através de subdivisões, campos diferentes, até opostos, mas que também são comuns de serelacionarem através de um processo dialético, se complementando uns ao outros. Neste texto, o objetivo é perscrutá-los até a gênese de sua formação enquanto parte natural da ciência.
A começar por uma conhecida antinomia dos políticos, historiadores, geógrafos, economistas e tantos outros: a divisão esquerda-direita. Quem nos fala sobre tal ponto de forma um tanto contundente é Norberto Bobbio. Emseu texto de 2001, “Direita e Esquerda, razões e significados de uma distinção política”, publicado pelo UNESP, Bobbio versa sobre um tema que tem suas raízes fincadas há, ao menos, dois séculos. Como prova da dialética que permeia estes campos, temos uma frase logo no início do texto, em “A Distinção Contestada”, relatando que as relações esquerda-direita são termos antitéticos “reciprocamenteexcludentes e conjuntamente exaustivos” (p. 49), afinal, como continua Bobbio, “nenhuma doutrina ou nenhum movimento pode ser simultaneamente de direita e de esquerda” (p. 49). Ora, realmente não podem. Mas isso não é apenas nesse caso. Há incontáveis outros de termos antitéticos que se complementam. Aliás, difícil é encontrar termos antitéticos que não se complementam. Portanto, a conclusão lógicaé que se é impossível chegar a uma verdadeira dicotomia, no conceito de Verdade. O que nos faz pensar se a Verdade realmente existe. Lefebvre discute isso em sua “Teoria do Conhecimento”. A conclusão a que chega é um tanto quanto complexa e merece uma extensa análise, mas aqui optaremos por considerar a inexistência da Verdade como tal.
Voltando a Bobbio e sobre dicotomias, este apresenta que acontraposição seria um paradigma apresentado através de meios psicológicos, sociológicos, históricos e biológicos, ou seja, um modo de pensar em díade. Mas o que é díade? Segundo a Infopédia: “A díade é um par no qual a individualidade de cada um é eliminada em detrimento da unidade desse par no seio da qual se organizam certos tipos de ligações. Este termo surgiu no final do século XIX pelosociólogo Simmel para designar um grupo de duas pessoas”. Certo, Simmel cunhou o termo, porém quando ele virou um paradigma, especificamente? Bom, talvez especificamente não exista em termos históricos, mas ao período que tange a sua evolução? Há quem diga que mesmo Platão já havia criado o termo, através dos conceitos de Uno e Díade. Estes estariam expostos em Audi, nas “Doutrinas Não Escritas dePlatão”. Porém, não se pode checar a veracidade dessas informações (assim como as anteriormente apresentadas)... De qualquer forma, tomemos um olhar mais cuidadoso sobre esses dois conceitos.
Segundo Giovanni Reale, em “Para uma Nova Interpretação de Platão” (1993): “Platão, de fato – diz Aristóteles – sustentava que existiam ‘elementos constitutivos’ das próprias Ideias e, portanto, Princípiosulteriores às próprias Ideias. Esses Princípios supremos são o Uno e a Díade do grande-e-pequeno, ou Díade ilimitada e indefinida. A função do Uno é assimilada por Aristóteles à ‘forma’ e a função da Díade à ‘matéria’. Consequentemente, as Ideias são produzidas pelo Uno como ‘causa formal’ e pela Díade do grande-e-pequeno como ‘causa material’; as Ideias, por sua vez, são ‘causa formal’ das coisassensíveis, e o grande-e-pequeno (obviamente em diferente nível) faz às vezes de ‘causa material’” (p. 29).
Entendemos que então, a concepção de Uno é a de criação de ideias formais que orientam o indivíduo, já a díade é a subdivisão dessas ideias, através da apresentação da materialidade que se mostra através do mundo, quando se aplicam ideias Unas, e estas apresentam diversas falhas, obrigando...
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